Uma igreja militar em Xinjiang foi invadida e seus membros detidos para interrogatório. Fontes ligadas à Associação de Ajuda à China disseram que a casa do irmão Gao Hongzhi foi invadida no dia 1º de junho por 10 agentes do serviço de segurança.

Depois da ação, as autoridades chinesas passaram a responsabilizar os parentes de cristãos “pela má conduta deles”, sob pena de multa e prisão.

Seis cristãos, incluindo Gao foram detidos por 12 horas e liberados na manhã seguinte. Bíblias, calendários e um painel para apresentações (blackboard) foram confiscados e classificados como “materiais ilegais” sem que houvesse uma autorização judicial por escrito para tal operação.

Eles foram forçados a assinar um documento intitulado ” Garantias e Responsabilidades”. O documento, baseado no item 49 da 3ª Divisão de Xinjiang para a Produção Agrícola e de Construção ainda responsabiliza os parentes desses cristãos, caso eles sejam pegos novamente compartilhando o Evangelho e materiais como Bíblias, além de outras atividades de cunho religioso.

De acordo com esse documento, os parentes desses cristãos têm a obrigação de ajudá-los “a se reformarem”. Eles deverão estar atentos a todas as atividades deles e devem assegurar que eles não promovam qualquer reunião que compartilhe literatura e materiais cristãos.

A última parte do documento traz uma lista de penalidades a serem aplicadas aos parentes dos cristãos caso não seja bem sucedidos em supervisioná-los.

Em seguida, outro documento secreto, em 29 de junho, detalhou penalidades e multa ao filho de Gao Hongzhi.

Jogos Olímpicos

Nesta semana, a Anistia Internacional, afirmou em um comunicado que a China não está cumprindo sua promessa de melhorar a situação dos direitos humanos antes da realização dos Jogos Olímpicos de 2008.

A ONG ressalta que tanto militantes dos direitos humanos como jornalistas continuam sendo vítimas de intimidação e de abusos, já que há o fechamento de publicações e que as autoridades estão “limpando Pequim com cada vez mais com prisões sem julgamento”.

Anistia Internacional

De acordo com o mesmo relatório, vários militantes e religiosos estão em prisão domiciliar em Pequim sob estreita vigilância policial, enquanto outros enfrentam “abusos crescentes”.

“Esta repressão (…) ofusca as reformas positivas” e a pena de morte “continua sendo aplicada para crimes não violentos” e “em segredo”.

A organização acrescentou que “as sérias violações que persistem são uma afronta aos princípios essenciais da Carta Olímpica sobre a preservação da dignidade humana e sobre o respeito aos princípios éticos fundamentais e universais”.

Fonte: Portas Abertas