As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) excluíram, nesta quarta-feira, que a Espanha ou a Igreja Católica na Colômbia possam fazer parte de um eventual processo de mediação, a fim de obter um intercâmbio humanitário, em prol da libertação de reféns em troca de guerrilheiros presos.

A notícia foi divulgada pela agência de notícias Prensa Latina, citando como fonte o porta-voz internacional das FARC, Raul Reyes.

Numa entrevista via Internet, Reyes afirmou que o governo espanhol e a Igreja Católica na Colômbia se auto-excluíram como possíveis mediadores ao se manifestarem favoráveis ao governo do presidente Alvaro Uribe.

O porta-voz das FARC rejeitou a hipótese de uma área de encontro proposta, desta feita por Uribe, por meio da Igreja Católica, e reiterou que, na perspectiva da libertação de prisioneiros de guerra em mãos das partes beligerantes, é indispensável a desmilitarização, pelo período de 45 dias, dos municípios de Pradera e Florida.

Reyes sublinhou ainda, que a proposta feita pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, de reconhecer o status de beligerância das FARC, é a maior contribuição jamais dada até hoje, para facilitar um acordo humanitário e trazer novamente a paz para a Colômbia.

Fonte: Rádio Vaticano