A Igreja Universal do Reino de Deus está construindo uma nova sede em Porto, Portugal. A crise econômica está longe de afetar as contribuições dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Aliás, está até contribuindo para aumentar a assistência às reuniões, diz José Branco, da direção da Igreja.

“Durante este ano, recebemos muita gente nova. Pessoas que até pela crise econômica que estamos a atravessar procuram uma solução para os seus problemas”.

E mais gente significa mais contribuições: “Se a Igreja está crescendo em número de fiéis, as contribuições dos mesmos acabam por crescer na mesma proporção, como é óbvio”, explica, acrescentando que o mesmo se passa com os dizimistas, fiéis que dão a décima parte dos seus rendimentos à igreja.

Embora a IURD não tenha dados exatos sobre o número de crentes que freqüentam a igreja em Portugal, a direção acredita que podem ser mais de 40 mil, considerando a assistência aos maiores eventos.

A Igreua Universal de Portugal está em, praticamente, todas as capitais de distrito e tem várias dezenas de templos nos maiores centros urbanos (Porto e Lisboa). Ao todo, “existem cerca de 110 locais de culto”, um número que não tem crescido mais porque, segundo José Branco, a “estratégia da igreja neste últimos anos” não se centrou na abertura de mais locais, mas sim em adquirir espaços confortáveis e acessíveis.

Na seqüência desta política, a IURD sentiu a necessidade de construir um espaço “multiusos” no Porto, com oito pisos.

A socióloga Helena Vilaça, que tem desenvolvido o seu trabalho de investigação na área das minorias religiosas, explica que a construção de um edifício com estas características “é um sinal da consolidação do trabalho do ponto de vista organizacional” e mostra que a IURD é um fenômeno que veio para ficar.

Aliás, segundo a socióloga, é a estrutura e organização que distingue esta igreja das várias confissões neopentecostais que existem em Portugal. No entanto, a investigadora salienta que, no geral, todos estes movimentos estão crescendo. “É um fenômeno global, no mundo”, explica. “A tendência é para o fracionamento”.

Em comum, estes grupos têm o fato de enfatizarem os “dons do Espírito Santo e uma expressão muito emotiva da fé”, diz Helena Vilaça. A Igreja Universal põe a ênfase “no evangelho de sucesso, ou seja, diz que está ao alcance de qualquer um conseguir os seus objetivos, enriquecer ou pelo menos resolver os seus problemas”, explica. Assim, é natural que quando os problemas sociais aumentam, um grupo religioso que promove este tipo de discurso seja mais procurado, conclui.

Fonte: DN Online/Portugal