O responsável pela Fundação João Paulo II para o Desporto lamenta as “afirmações infelizes” de Blatter, que quer proibir as manifestações religiosas por parte de jogadores de futebol para o mundial de 2010.

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Depois de o Brasil ter vencido recentemente a Taça das Confederações, derrotando os EUA por 3-2 na final, Blatter condenou a manifestação dos jogadores brasileiros, que se abraçaram e rezaram dentro do campo. “A expressão de fervor religioso dos brasileiros durou tempo demais” – disse Blatter, afirmando que esse tipo de gesto cria “confusão entre a religião e o esporte”.

Quem não gostou da reação brasileira foi a Federação Dinamarquesa de Futebol, que se queixou à FIFA. Na resposta, Blatter prometeu proibir esse tipo de manifestações para a Copa de 2010, que será realizada na África do Sul. Já em 2002, Blatter havia se queixado da manifestação religiosa do time brasileiro, ao conquistar sua quinta Copa do Mundo.

Constantini criticou a posição de Blatter: “É um erro depurar o esporte dos valores éticos que a fé cristã defende há séculos”, acrescentando que esses valores são essenciais para “restituir ao desporto o significado autêntico que a violência, o doping, o racismo e o dinheiro ameaçam destruir”.

Fonte: Rádio Vaticano