Filha de líder da seita poligâmica “Igreja do Cordeiro de Deus”, se declarou culpada por “conspiração contra crenças religiosas”.

Jacqueline LeBaron, de 45 anos, filha de Ervil LeBaron, pastor e líder da seita fundamentalista poligâmica “Igreja do Cordeiro de Deus”, no Estado de Utah, EUA, aceitou um acordo feito pela Justiça americana e se declarou culpada por participar de uma ′conspiração contra crenças religiosas` que teria acabado em uma série de quatro assassinatos de ex-integrantes da seita, incluindo uma menina de oito anos, em 1988.

Depois de assumir a responsabilidade pelo crime nesta quinta-feira, Jacqueline irá passar somente cinco anos na cadeia, segundo promotores da corte federal de Houston, pois não foi acusada de assassinado, mas sim de participar da formulação das execuções.

Os crimes foram conhecidos como “os assassinatos das 16h”, quando as quatro vítimas foram mortas simultaneamente em diferentes lugares do Estado do Texas.

Ela foi extraditada em 2010 de Honduras, onde estava escondida e foragida desde 1992, quando foi considerada uma das maiores suspeitas pelo crime. Ela é um dos seis membros da família que participaram da matança com espingardas.

Autoridades dizem que seu pai escreveu um livro sobre uma doutrina de sacrifícios sangrentos, no qual desertores da seita teriam que ser assassinados.

[b]Fonte: O Globo[/b]