“Desafiando Gigantes”, produzido pela Sherwood Baptist Church de Albany, nos Estados Unidos, mostra a trajetória de superação de um time de futebol americano que, com base na fé e na força de vontade, consegue vitórias tidas pelo próprio grupo como impossíveis – e tem servido de inspiração para atletas da vida real.

O longa, de temática evangélica lançado em 2006 e que se tornou grande sucesso de público em todo o mundo, não está empolgando apenas os espectadores comuns.

O judoca medalhista de bronze nas Olimpíadas 2008, Tiago Camilo, disse que o filme teve importância fundamental na sua preparação. Derrotado de surpresa na semifinal olímpica por um azarão, o atleta, campeão mundial em 2007, revelou que assistiu Desafiando Gigantes pouco antes dos Jogos Olímpicos. Segundo ele, a mensagem da película o ajudou a recuperar a confiança para a luta decisiva pelo bronze.

Mas não foi só o judoca que teve sua motivação fortalecida pelo filme. O centroavante Washington, do Fluminense Futebol Clube, do Rio, é outro para quem Desafiando Gigantes teve importância decisiva.

O artilheiro chegou a ser desenganado pela medicina há dois anos, quando o diagnóstico de um problema cardíaco parecia ser uma ameaça não apenas de sua carreira, mas para sua própria vida. Mas Washington deu a volta por cima e seu tratamento foi um sucesso – tanto, que o jogador, apelidado carinhosamente pela torcida carioca como Coração Valente, foi um dos destaques da campanha do Fluminense, que chegou à final da Taça Libertadores desse ano graças a seus gols.

O corintiano Marcelo Oliveira, que há cerca de um ano faz fisioterapia em virtude de uma grave lesão no joelho, é outro que buscou inspiração na produção norte-americana para superar suas próprias adversidades. “Sofri uma contusão grave, com complicações e passei por três cirurgias. Mas não pensei em mais nada, só na minha recuperação” garante o atleta, que até tatuou nas costas a inscrição Com Deus, tudo é possível. “Falei para outros jogadores machucados também assistirem ao filme”, recomenda.

Fonte: Revista Eclésia – Edição 126