Trinta mil reais foi o preço que cada um dos 3 alunos de cursinho pagou por uma vaga no curso de medicina da Faculdade Evangélica. Larissa Tatiusa Tolentino Cangussu, natural de Porterinha (MG), Janaina da Silva Neto Chaves, de Volta Redonda (RJ) e Jamil Alves Rocha, de Taiobeiras (MG) prestaram vestibular no começo do ano. Eles foram aprovados para a turma do segundo semestre.

Mas, a aprovação foi providenciada por uma quadrilha que já está presa desde o começo do ano. Os criminosos investigavam nos cursinhos alunos que queriam cursar medicina. Os fraudadores ofereciam aos candidatos uma vaga. As provas do vestibular eram realizadas por alunos que tinham boas notas – alguns, já estudantes de Medicina em outros Estados. Segundo o delegado da Estelionatos, Marcus Vinícius Michelotto, há indícios de que os estudantes que pagaram pela aprovação imaginavam que as vagas eram vendidas, com a conivência da instituição de ensino.

O golpe foi descoberto na Faculdade Evangélica porque a instituição adotou um esquema mais seguro de identificação dos candidatos de vestibular. Todos são obrigados a fornecer as impressões digitais durante as provas e no começo das aulas. Com a confrontação das fichas, a direção da Evangélica percebeu a fraude. De acordo com o diretor geral da Faculdade, Arnaldo Rebello, a entidade já tinha a suspeita de aprovações irregulares.

Os três alunos presos confessaram o crime. A matrícula deles foi cancelada e as vagas serão repassadas para outros estudantes que prestaram o mesmo vestibular.

As duas quadrilhas responsáveis pela fraude no vestibular de Medicina foram presas em abril, no Rio de Janeiro. Eles são acusados de praticar o mesmo crime em vários Estados. Nove pessoas foram presas.
O delegado Michelotto não descarta a possibilidade de levar a investigação a outras faculdades de Medicina do Paraná.

Fonte: CBN Curitiba