A fronteira da Coréia do Norte com a China é protegida pelos melhores dos soldados norte-coreanos. No lado chinês da fronteira, há cercas com quilômetros de extensão e câmeras de vídeo foram instaladas.

A Coréia do Norte também começa a erguer cercas. Além disso, o exército norte-coreano colocou armadilhas – buracos camuflados no chão com bambus afiados dentro deles.

Fugir se tornou praticamente impossível, a não ser que se pague um “guia” e se suborne os guardas no lado norte-coreano da fronteira.

Iscas humanas

Suzanne Scholte, presidente da Coalizão pela Liberdade na Coréia do Norte, acrescenta: Durante muitos anos, tanto o governo chinês como o norte-coreano programou medidas para fechar a fronteira. Atualmente, as autoridades chinesas trabalham de maneira mais agressiva juntamente com as norte-coreanas para “caçar” e deportar os refugiados norte-coreanos.

Ouvimos várias declarações de que agentes norte-coreanos se passam por refugiados para enganar tanto ativistas humanitários quanto refugiados e torná-los parte dessa operação.

Até mesmo refugiados presos estão sendo usados como “isca” para atrair as pessoas envolvidas no processo de resgate para que as autoridades chinesas possam prendê-las.

“É curioso que essas atitudes estejam sendo intensificadas enquanto a China se preocupa com os Jogos Olímpicos de 2008 do qual será sede. O país não pode arriscar que a comunidade mundial testemunhe o tratamento terrível que está dando aos refugiados norte-coreanos. Então, eles esperam acabar com o problema mandando-os de volta para casa, onde os refugiados enfrentarão prisões, tortura e até mesmo execução por terem fugido do país. Que ironia que um evento que procura promover a boa vontade entre os povos esteja fazendo com que os chineses tratem seus vizinhos com tamanha brutalidade!”

Fonte: Portas Abertas