A fundação Parents Television Council ccriticou a apresentação de Miley Cyrus no Video Music Awards, maior premiação musical dos Estados Unidos.

O Parents Television Council, grupo que luta por regulações mais severas de conteúdo televiso nos Estados Unidos em prol do público infantil, criticou a apresentação de Miley Cyrus no VMA, premiação da MTV norte-americana exibida ao vivo nesse domingo (25). “A MTV continua a explorar sexualmente mulheres jovens promovendo shows que [img align=left width=300]http://images.virgula.uol.com.br/v8YqiILRzz5j5sbxIyL1s-nZ7sI=/fit-in/730×488/media.virgula.uol.com.br/images/2013/08/26/2446298552-miley-cyrus88888.jpg[/img]incorporam [a dança] twerking em biquínis cor-de-pele. Como esta imagem de uma estrela infatil pode ser apropriada para crianças de 14 anos?”, questiona o comunicado enviado nesta segunda-feira (26).

“A emissora mais uma vez foi bem sucedida em vender mensagens eroticamente carregadas para crianças, usando astros infantis e comerciais de camisinha – enquanto indica que a atração é apropriada para crianças de 14 anos”, acusa o grupo.

Miley, de 20 anos, foi revelada na série Hannah Montana, da Disney, e chocou durante a performance ao lado do cantor Robin Thicke. Enquanto cantava, fez passos do twerk, dança sensual incorporada por ela e que vem da cultura negra. “Nós solicitamos que o Congresso passe o Ato de Liberdade do Consumidor de TV, que vai dar a pais e consumidores uma solução real para futuros programas da MTV – a habilidade de escolher e pagar por TV à cabo que eles queiram, ao invés de ter de pagar por canais que eles não querem”, acrescentou o PTC.

Miley ficou famosa no mundo todo ao ser escolhida para o papel principal na série “Hanna Montana”, em 2006, onde interpretava uma famosa cantora pop. A fama lhe trouxe mais problemas que benefícios, segundo seu pai, Billy Ray Cyrus, que também fazia parte do elenco.

Ele afirmou durante uma entrevista no início de 2011 que Satanás estava atacando sua família e por isso Miley estaria envolvida com drogas.

“É assim que as coisas são. Sempre houve uma batalha entre o bem e o mal. Sempre haverá. Você pensa: ‘Esta é uma oportunidade para fazer algo que entreterá famílias, reunir as famílias… e olha o que se tornou’”, disse Cyrus. Segundo uma enquete do portal AOL, Miley Cyrus foi a “pior influência” para crianças e adolescentes dois anos seguidos, em 2009 e 2010.

Em 2012, durante uma entrevista ao jornal USA Today, Miley Cyrus falou sobre o papel da fé na sua vida. Ela disse “a fé é a coisa mais importante. Eu estou aqui em Hollywood para ser como uma luz, dar testemunho que Deus pode tirar alguém de uma cidade como Nashville e fazer tudo isso acontecer. Sei que é a vontade dele que fez isso acontecer na minha vida”.

Aos 13 anos (em 2005), antes de ser famosa, foi batizada em uma igreja Batista. Mas por causa da intensa agenda disse que passou a participar cada vez menos da igreja.

Em uma entrevista à revista Parede, justificou: ”Minha fé é muito importante para mim. Porém, não defino necessariamente a minha fé por i[img align=right width=300]http://noticias.gospelprime.com.br/files/2013/08/miley-cyrus-no-video-music-awards-200×200.jpg[/img]r ou não à igreja todos os domingos… Eu sou muito espiritual, à minha maneira. Deixe-me deixar algo claro, no entanto. Eu sou uma cristã. Creio que Jesus me salvou. Ele é o que me mantém plena… Espero que eu possa influenciar as pessoas e ajudá-las a seguir o mesmo caminho que eu, mas não é o meu trabalho dizer às pessoas o que elas estão fazendo de errado”.

Na mesma ocasião reclamou das pessoas que criticavam seu comportamento. ”As pessoas estão sempre olhando para você esperando algo acontecer que não é ‘cristão’. Eu penso, “não vou para o inferno, só porque estou usando roupas curtas. De repente, eles querem que me sinta como uma vagabunda. Isso é um pensamento tão antiquado”.

Por fim, desabafou “Eu odeio ser vista como um produto. É a minha maior neura.”

Embora Miley não pareça se importar com a opinião das pessoas, aos 20 anos ela acabou irritando vários líderes cristãos que temem uma má influencia sobre os adolescentes que antes a viam como uma jovem artista cristã. Algo muito parecido com o que tem acontecido com Justin Bieber, que foi flagrado usando drogas e declarou que apenas Deus poderia julgá-lo.

Adam Holz que faz análise da cultura pop para o ministério cristão Focus on the Family’s questiona por que alguém que antes dava um testemunho de fé agora canta sobre sexo livre, drogas e uma vida “sem limites”. Ele declarou ao Christian Post “Eu não posso dizer como a vida dela vai ser daqui para frente, mas tenho esperança que ela possa mudar. Ela foi exposta ao Evangelho e à verdade, mesmo que não pareça agora, isso pode gerar frutos mais tarde”.

Fonte: UOL e Gospel Prime