A Fundação Richard Dawkins, que leva o nome do conhecido biólogo e ativista ateu, afirma estar “trabalhando para criar um mundo secular” e para isso tem defendido várias causas.

A mais recente é um projeto que pretende expor os “abusos” de ministros evangélicos e das megaigrejas.

Um dos motivos para isso é porque, em seu entendimento, a Fundação e a associação ateísta National Secular Society, decidiram defender os seus direitos. Conforme escreveu Marie Anne Waters em um artigo recente:

“O objetivo do secularismo é proteger direitos humanos fundamentais, incluindo o direito à liberdade religiosa, buscando a garantia de que seremos governados por um estado neutro em matéria de fé religiosa e que a religião deve continuar a ser um assunto de foro íntimo. Isso não significa que não possam existir igrejas ou sinagogas ou mesquitas, nem que elas devem ser impedidas de apresentar suas opiniões políticas. Simplesmente significa que aqueles que não seguem uma fé devem ser obrigados a fazê-lo, nem seguir os ditames de alguma fé. Isto é tão importante para as pessoas de fé como é para os não crentes. Os cristãos deveriam se perguntar se é melhor viver em um Estado laico, onde a religião não dita as leis, ou em um Estado em que o Islamismo, o hinduísmo ou o judaísmo seja o legislador.

A única coisa que impede que uma religião de dominar o outro é o secularismo. As evidências disso são fortes. Se olharmos para países ao redor do mundo que são governados pela religião, veremos que a liberdade de crença não existe na prática. Por exemplo, a Arábia Saudita é um Estado islâmico, logo o cristianismo e todas as outras religiões são. O secularismo, portanto, protege os direitos das minorias religiosas da tirania da fé predominante.

A Coalizão Secular para a América tem lutado contra a falsa noção de “liberdade religiosa”, que tenta impor a todos os cidadãos as crenças e práticas religiosas específicas de um grupo. A verdadeira liberdade religiosa permite que os indivíduos tomem suas próprias decisões, sem aceitar que o governo impeça-os ou os force a nada”.

Sean Faircloth é advogado e um dos diretores da Fundação. Ele fez um apelo para que os ateus e os que não concordam com a influencia de ideias cristãs nos rumos da sociedade, posicionem-se. Isso inclui o repúdio às tentativas de ministérios evangélicos defenderem a criminalização do aborto, impedir que algumas drogas sejam legalizadas e que os homossexuais tenham direito a casar e adotarem crianças.
Faircloth explica que os esforços da Fundação e de outras organizações similares irão se concentrar em duas áreas.

1) Expor a direita religiosa, denunciando os estilos de vida dos líderes religiosos que ficaram milionários beneficiando-se de incentivos e isenções fiscais que o governo americano dá para igrejas e organizações religiosas.

2) Lutar contra a influência da religião na política, que estimula os políticos a imporem uma “cosmovisão bíblica” através da legislação. Pois os movimentos da “direita cristã” sobre os políticos e as questões que defendem podem ser algo desastroso em nível nacional e internacional.

A tentativa dos ateus americanos é contrapor movimentos que pedem que os cristãos votem em candidatos cristãos. Um dos mais influentes é liderado pelo televangelista Kenneth Copeland , que tem usado fortunas para comprar espaços de TV onde defende que o país foi fundado “com a finalidade específica de louvar e adorar a Deus.”

A Fundação pede que o Imposto de Renda investigue como pastores conseguem se eximir dos impostos sobre as doações feitos a eles e seus ministérios. Faircloth acredita que “expor as trapaças” desses “charlatões” e “vigaristas” é de grande importância histórica. Ele explica ainda que o país está cansado do chamado “evangelho da prosperidade”, o qual ensina que a fé, o discurso positivo e a doações para ministérios cristãos irá aumentar a riqueza material dos cristãos fieis.

Para ele, pessoas como Kenneth Copeland, Joel Osteen, Joyce Mayer, Benny Hinn, Robert Schuller e todos os pastores que dirigem megaigrejas, devem ter suas contas abertas e, em caso de mau uso, sejam processadas e presas.

Curiosamente, Faircloth usa o exemplo do Jesus bíblico que viveu uma vida humilde, e disse em João 8:50, “Eu não busco a minha glória.” Termina dizendo que todos que concordam com ele devem encaminhar suas manifestações de apoio para a Fundação, que tentará impedir que esses e outros pastores, fiquem extremamente ricos e famosos, beneficiando-se de isenções fiscais por serem líderes de organizações “sem fins lucrativos”, o que obviamente não é verdade. Além disso, pretendem defender as pessoas de boa fé que ingenuamente colaboram com esses líderes, pensando estar tornando esse um mundo melhor.

[b]Fonte: Gospel Prime – Traduzido de God Discussion[/b]