Desde que o Hamas ganhou as eleições na Palestina em janeiro de 2006, a sharia – ou lei islâmica – é a lei informal no lugar. Hoje, as mulheres cristãs cobrem a cabeça da mesma maneira que as muçulmanas fazem, para não chamar atenção.

“Gaza está perigosa para os cristãos”, explica o Pastor Hanna Massad, um palestino-americano que lidera a Igreja Batista em Gaza, de 200 membros. Não é a toa que os territórios palestinos entraram pela primeira vez na Classificação de países por perseguição 2008 da Portas Abertas.

A igreja do Pr. Hanna tem sofrido ameaça por parte de extremistas repetidamente durante anos, e a livraria cristã que sua esposa gerencia, na cidade de Gaza, foi bombardeada por duas vezes no ano passado.

Atentado contra livraria evangélica

Em outubro, um funcionário da loja e membro de sua igreja, Rami Ayyad, foi seqüestrado e morto por fundamentalistas islâmicos. Seu corpo foi encontrado perto da livraria.

Em Belém, as ameaças, extorsões e sentimento anticristão abalaram o ex-prefeito de Belém, Hanna Nasser. Ele disse que a comunidade ainda está em choque com o controle da Igreja da Natividade, de 1.400 anos, por mercenários palestinos.

“Para os cristãos, o evento causou um sentimento brutal”, disse o ex-prefeito, que nasceu na cidade de Belém, foi batizado e se casou na Igreja da Natividade. “Ficamos horrorizados e com muita raiva. A igreja não foi destruída, mas como cristãos em Belém, ainda nos sentimos feridos”.

O pastor Hanna tem 70 anos e pretende continuar morando na cidade. Mas, assim como outras famílias cristãs que têm suas raízes na cidade por séculos, ele testemunhou parentes, como seus filhos, se mudarem. “Não existe futuro para os cristãos aqui”, disse ele.

O reverendo Tomey Dahoud também afirma que a pressão para que os cristãos deixem as áreas controladas pelos palestinos está aumentando. Ainda assim, ele está preparado para continuar ali, mesmo que isso signifique enfrentar a violência. “Ainda que eles incendeiem todas as nossas igrejas ficaremos aqui e morreremos aqui”, declarou Tomey.

Fonte: Portas Abertas