A decisão de lançar correspondência em Lisboa e Tóquio e colocar lá os correspondentes Pedro Bassan e Roberto Kovalick, é um dos itens da estratégia da Globo de frear o crescente avanço da Record nos países de língua portuguesa ou com grande concentração de brasileiros.

Portugal e Japão são considerados países-chave da TV Globo Internacional (TVGI). A estratégia foi antecipada em agosto de 2007, por Ooops!.

Lançada em 99, a TVGI praticamente monopoliza esse grande e valioso mercado. Seu público estimado hoje é de 5,5 milhões de pessoas, espalhadas em 114 países. Só Portugal e Japão juntos representariam mais de 70% disso. No caso de Portugal, o país é porta na UE para produções brasileiras.

A concorrente

Dando continuidade à sua política de enfrentamento na TV aberta e UHF, os bispos da Igreja Universal lançaram em 2003 a Record Internacional. O canal surgiu com grande alarde, equipamentos modernos e o discurso de que chegara para brigar com a Globo, assim como na TV aberta. Até hoje, o desempenho da RI, para o tamanho do investimento, é bem insatisfatório.

A RI está presente com certa força apenas em países pobres africanos, de língua portuguesa. Geograficamente (e curiosamente) são exatamente os mesmos países onde ocorreu um “boom” de proselitismo da Igreja Universal nos últimos 10 anos.

Já no Japão, a Record acaba de lançar grande campanha para atrair assinantes entre dekasseguis, com promoções. A RI também está presente nos EUA e Canadá. Ela não informa quantos assinantes tem.

Em Portugal, a Record Internacional quase inexiste frente à Globo. E é justamente esse monopólio que a Globo tenta manter, ao investir em novas funções e mais cobertura tanto em Lisboa como na Ásia.

Fonte: AD News