O governo chinês teve que se render à pressão internacional. Relatos dão conta de que oficiais teriam se desculpado e devolvido todos os bens confiscados de duas igrejas domésticas em uma província da costa leste da China, na sexta-feira passada.

O departamento de segurança pública em Kunshan, na província de Jiangsu, informou aos pastores Cui Chengnan e Liu Riguo que a pressão internacional e o medo do impacto negativo sobre os investimentos estrangeiros na região motivaram a devolução dos pertences da igreja.

Os oficiais do governo pediram desculpas pessoais à igreja e até prometeram reembolsar os danos causados pela invasão, como o conserto de bancos e das caixas de oferta quebradas.
“Esse é o primeiro passo correto de boas vindas”, disse Bob Fu, presidente da Associação de Ajuda à China.

As duas igrejas domésticas foram invadidas, separadamente, pelo departamento municipal de segurança pública de Kunshan, neste ano (leia mais). Os oficiais declararam aqueles encontros como “reuniões ilegais” e confiscaram notebooks, projetores, aparelhos de DVD, microfones, caixas de som e Bíblias, entre outros itens. As caixas de oferta também foram levadas.

Os dois pastores das igrejas apresentaram um requerimento administrativo solicitando que o departamento municipal de segurança pública reconsiderasse a decisão, alegando que a medida foi ilegal. Eles também solicitaram a devolução de todos os itens confiscados e do dinheiro que foi levado da igreja.

Após a devolução dos bens, os pastores desistiram de tomar providências legais. “A igreja doméstica da China não está em busca de confronto com o governo”, disse Bob Fu. “A atitude das autoridades da província de Jiangsu demonstra como se poderia promover uma interação razoável com as igrejas domésticas e nós glorificamos essa aproximação.”

Fonte: Portas Abertas