Investigada pelo Ministério Público paulista, a obra do Templo de Salomão foi construído com um alvará de reforma, não de construção.

As irregularidades na construção do Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, poderiam até mesmo terminar na demolição do próprio, aponta o site Pragmatismo Político. O luxuoso e majestoso templo, construído no bairro do Brás, em São Paulo, é cercado de problemas.

[img align=left width=300]http://images.immedia.com.br//14/14251_2_L.jpg[/img]Investigada pelo Ministério Público paulista, a obra do Templo de Salomão foi construído com um alvará de reforma, não de construção. As irregularidades começaram em 2008, com a aprovação pelo Aprov (Departamento de Aprovação de Edificações), durante a gestão de Gilberto Kassab, da construção com o alvará errado – livrando a Igreja Universal de pagar 5% do valor da obra, cerca de R$ 35 milhões.

Além disso, Maurício Antônio Ribeiro Lopes – que encabeça as investigações -, em entrevista à rádio CBN, disse que se as suspeitas de fraude serem confirmadas, 40% da área total do terreno teria que ser destinado à moradia popular. Assim, o governo teria essa prerrogativa, embora provavelmente não vá fazer esse tipo de movimentação.

Isso pelo fato de que o Templo já virou um dos cartões postais da cidade de São Paulo, é do dobro do tamanho do Cristo Redentor e quatro vezes maior que o Santuário de Aparecida, o antigo maior espaço de culto religioso do Brasil. A opção, portanto, deverá ser manter o Templo funcionando e atraindo turistas religiosos à cidade de São Paulo.

Contudo, o terreno está em uma área industrial, que tem um estudo de tombamento e em uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social). Sem o alvará correto, seria obrigação da IURD ceder parte do terreno de volta ao governo.

[b]Fonte: Infomoney[/b]