Nova lei sobre o estado vegetativo, em vigor, há uma semana, na Grã-Bretanha, gera protesto da comunidade muçulmana.

A Associação Médica Islâmica do Reino Unido ordenou a seus afiliados que desobedeçam a nova legislação britânica, chamada “Ato de Capacidade Mental” (Mental Capacity Act). De acordo com a lei, um paciente pode escolher previamente, ou dar o poder de escolha a um familiar, de interromper a própria alimentação, no caso de entrar em “estado vegetativo”.

“Nós nos opomos a qualquer tribunal ou parente que justifique a morte de um homem por desnutrição ou desidratação. Todos os doutores, enfermeiros e pacientes muçulmanos, demonstrando a própria crença, deveriam opor-se a esse ato desumano” _ afirmou um porta-voz da Associação Médica Islâmica.

A Igreja Católica defende uma posição similar em relação ao tema. De acordo com declarações feitas nos dias passados, pela Congregação para a Doutrina da Fé, respondendo a questões apresentadas pelos bispos estadunidenses, “fornecer água e alimentação, ainda que seja feita por meios artificiais, representa um modo natural de preservar a vida, e não é um tratamento terapêutico”.

Já a “Associação Médica Britânica” (British Medical Association) está de acordo com a resolução. “As convicções religiosas dos médicos jamais poderiam interferir com os direitos dos pacientes” _ disse um porta-voz da associação.

Fonte: Rádio Vaticano