Se vale a máxima o “clássico nunca sai de moda”, a gravadora Bompastor encontrou a receita certa para reviver os áureos tempos da música evangélica, relançando no mercado verdadeiras preciosidades.

Quem é daquela época – estamos falando de meados dos anos 1950, época em que a fé protestante ainda engatinhava no país –tem saudade. Mas mesmo quem não viveu os tempos idos tem agora a oportunidade de edificar a fé e inspirar a alma com a coleção Clássicos Bompastor, uma coletânea com nove álbuns cuja estrela principal é o pioneiro Luiz de Carvalho, que aos 82 anos de idade continua firme na estrada que já trilha há mais de meio século.

“São composições que trazem o Evangelho cantado”, define o veterano artista. Os originais pertenciam à extinta Boas Novas, uma das primeiras gravadoras do gênero no Brasil. Como proprietário, Luiz de Carvalho utilizou-se da própria empresa para lançar seus discos e se firmar como evangelista e cantor, tornando-se referência de música sacra para gerações de crentes. Com o passar do tempo, as matrizes pertencentes a Boas Novas passaram a ser administradas pela Califórnia, até que em 1986 a Bompastor, percebendo a qualidade das letras e das orquestrações originais, adquiriu todo o acervo e começou a planejar os relançamentos, então gravados em sistema analógico. “É a redescoberta de tesouros preciosos em forma de música, corais e arranjos de alta qualidade”, comenta o diretor da Bompastor, Elias de Carvalho.

Grandes adoradores

O resultado não poderia ser mais expressivo. A coleção apresenta grandes adoradores que marcaram época e continuam fazendo história na música protestante, como o próprio Luiz, Victorino Silva e Denise Cardoso. Convertida há mais de 20 anos e membro da Comunidade Evangélica de Vila Nova Cachoeirinha, Ana Lúcia Barone de Santana destaca a importância ministerial desses clássicos: “São letras que evangelizam e levam qualquer pessoa a refletir sobre o Criador, mesmo aquelas que não conhecem a Palavra”, opina. (José Donizetti Morbidelli)

Onde encontrar: www.bompastor.com.br ou (11)3346-2000

Fonte: Revista Eclésia – edição 118