Toneladas de farinha partiram da China para a Coreia do Norte, informou o Conselho Nacional de Igrejas da Coreia do Sul.

Um grupo de igrejas cristãs sul-coreanas enviou alimentos à Coreia do Norte sem a autorização do Governo de Seul, o que põe em evidência a divisão de opiniões sobre a necessidade de oferecer assistência à população vizinha, informou a imprensa local nesta quinta-feira.

Seis caminhões carregados com 172 toneladas de farinha, avaliadas em 100 milhões de wons (64.600 euros), partiram nesta quarta-feira da cidade chinesa de Dandong rumo à Coreia do Norte, segundo informou o Conselho Nacional de Igrejas da Coreia do Sul.

A assistência foi enviada sob a mediação de uma fundação humanitária chinesa que supervisionará a distribuição da ajuda alimentícia em um país que enfrenta uma persistente crise econômica e onde existe grande escassez em zonas rurais.

Em abril, a ONU indicou que a Coreia do Norte necessita de 430 mil toneladas de alimentos para seis milhões de pessoas em situação vulnerável.

Várias organizações humanitárias, civis e religiosas sul-coreanas defenderam o envio de mais ajuda à Coreia do Norte.

O Governo do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, suspendeu o envio de assistência à Coreia do Norte em 2008, ao tempo que ampliou as sanções econômicas.

Além disso, reduziu drasticamente a quantidade de ajuda que permite que seja enviada por organizações privadas.

A relação das duas nações vizinhas piorou desde que em 2010 Seul acusou a Coreia do Norte de atacar um navio de guerra sul-coreano, o que provocou a morte de 46 tripulantes. A situação piorou em novembro, quando as duas Coréias trocaram fogo de artilharia, o que provocou o bombardeio norte-coreano da ilha sul-coreana de Yeonpyeong e a morte de dois civis e dois militares do Sul.

[b]Fonte: EFE[/b]