A repressão contra as pessoas que têm ideais democráticos e diferentes dos ideais do governo recomeçou com julgamentos e prisões.

Em janeiro deste ano o Vietnã tornou-se formalmente o membro número 150 da Organização Mundial do Comércio (OMC). Desde então, o governo voltou a apertar o cerco à liberdade religiosa e política, que havia sido abandonado durante as negociações para o ingresso do país no órgão internacional de desenvolvimento econômico.

Duas recentes condenações exemplificam a situação. Em abril, o pastor Nguyen Van Ly foi condenado a oito anos de prisão e o advogado Nguyen Van Dai , condenado a cinco anos e meio. Todos fazem parte de um grupo chamado de “bloco 8406”, um movimento democrático que surgiu em abril do ano passado.

Em votação unânime, os 404 membros do Congresso norte-americano aprovaram a resolução número 243, convocando o Vietnã a libertar incondicionalmente dois homens e todos os prisioneiros políticos.

“O governo do Vietnã deveria aprimorar as condições de direitos humanos. Em vez disso, não libertaram ninguém e ainda estão preparando outras prisões”, comentou um antigo cidadão de Hanói.

Christopher H. Smith, membro de uma câmara de representantes dos Estados Unidos, enviou uma mensagem ao governo do Vietnã, em que o acusa de estar violando seriamente a base dos direitos humanos. “Estou profundamente envergonhado com o governo vietnamita”, disse ele.

Algumas companhias estrangeiras dizem que o país conseguiu se abrir economicamente a ponto de ter sido aceito na OMC, mas falhou em sua própria abertura política e religiosa.

Ao invés disso, suas “autoridades estão voltando à prática de repressão sistemática e violando todas as leis do Vietnã com intimidação, prisões e acusações penais”, disse uma fonte. Como resultado, muitas pessoas, hoje, temem em falar sobre direitos humanos, liberdade de expressão ou religião.

Há algumas semanas, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos, Nguyen Van Hoa, de Nha Trang, também defendeu publicamente a liberdade de credo. Em entrevista ao “Vietcatholic News”, ele trouxe à tona a questão da liberdade de culto e a perseguição religiosa.

Fonte: Portas Abertas