A Igreja Atlee continua a orar pela cidadã norte-americana Cyd Mizell Mizell, de 49 anos, que foi seqüestrada no dia 26 de janeiro enquanto fazia um trabalho humanitário nas proximidades de Kandahar, no Afeganistão. A igreja dela, em Hanover, ora pelo retorno dela e de seu motorista em segurança.

O pastor Jeff Boggess diz que ela fazia parte da Igreja Atlee desde os anos 90. Ele conta que Cyd era um esteio para a comunidade, cantava e tocava teclado, até que deixou de morar naquela região, em 2001.

O pastor Jeff Boggess descreve Cyd Mizell como uma pessoa preocupada, abnegada, e que sempre tinha um sorriso no rosto. Ele diz: “Ela olhava para as pessoas que poderia servir e que estavam numa situação menos afortunada”.

“Nós também oramos para esses seqüestradores vejam que ela é uma grande pessoa e resolvam libertá-la”, completou o pastor.

Cyd Mizell foi capturada ao sair de casa, no sábado, e estava inteiramente vestida de burca. Ela trabalhava para a Fundação de Desenvolvimento Rural para a Vida na Ásia.

Policiais afegãos vasculharam minuciosamente os carros por dentro e por fora nas imediações da casa dela, no dia seguinte, mas ninguém ainda foi responsabilizado. Até o momento nenhum grupo fez contato ou assumiu a autoria do seqüestro.

Apelo do pai

No último domingo, dia 3, o pai de Cyd publicou uma carta aberta em que diz:

“Eu sou o pai de Cydney. Minha família e eu queremos agradecer a todos os que têm demonstrado grande preocupação com a segurança e bem estar da minha filha, Cydney Mizell e com Muhammad Hadi.

Não entendo bem a razão pela qual ela foi levada, pois ela é uma pessoa meiga, carinhosa e respeitosa. Quando falamos com Cyd, ela fala sobre os amigos que fez e como são bondosos com ela e sobre a vontade que ela tem de ajudá-los. Para as pessoas que estão com a nossa filha, por favor, deixem Cyd vir para casa. Cada dia que passa sem notícias da Cyd é difícil para a nossa família e amigos”.

Na Classificação de Países por perseguição 2008 da Portas Abertas, que será divulgada integralmente nos próximos dias, o Afeganistão subiu, do décimo lugar para o sétimo, por causa de vários incidentes como esse registrados em 2007 contra cristãos.

Fonte: Portas Abertas