Foram anos de discussão até que o sínodo votou favoravelmente à consagração de mulheres bispo.

sínodo geral da Igreja da Inglaterra aprovou formalmente nesta segunda-feira a ordenação de episcopisas após a aprovação do último trâmite no Comitê eclesiástico do parlamento e suas duas Câmaras – Comuns e Lordes – que permitirá as primeiras nomeações em 2015. Em um ato histórico na sede oficial da Igreja Anglicana, em Londres, a maioria dos membros do sínodo votaram a favor de emendar a lei canônica para incluir a possibilidade de as mulheres serem consagradas como episcopisas, posição equivalente a dos bispos.

A votação, que durou apenas alguns minutos, foi o fim de um processo iniciado em julho quando o sínodo, então reunido em York, no norte da Inglaterra, deu sinal verde para a ordenação de mulheres ao episcopado. 20 anos depois das primeiras ordenações de mulheres sacerdotes na Inglaterra, em 1994, a porta está agora aberta para que elas sejam consagradas episcopisas, o que deve começar a acontecer em janeiro de 2015, quando surgirão vagas em algumas dioceses.

A votação, a última deste processo, põe fim a décadas de intensos debates e divisões dentro da Igreja anglicana, que mostrou hoje uma frente comum majoritária, com poucas exceções a dar este passo histórico. Uma tentativa anterior de conseguir a consagração de episcopisas foi barrada em novembro de 2012, quando o sínodo geral rejeitou por seis votos aprovar essa legislação após meses de divergências entre o setor conservador e o reformista.

Embora na Inglaterra o consenso tenha sido finalmente alcançado, a ordenação de episcopisas ainda causa atritos com outros ramos da Igreja Anglicana em várias partes do mundo, e o arcebispo de Canterbury, Justin Selby, enfrenta o desafio de preservar a unidade. Dos 165 países em que há este credo – cerca de 85 milhões de fiéis-, a ordenação de episcopisas é aceita em Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, com um total de 29 mulheres já consagradas. Na Inglaterra, dos 7.798 sacerdotes, 1.781 são mulheres.

[b]Fonte: Site da revista Galileu[/b]