O número de católicos no mundo cresceu a um ritmo ligeiramente superior ao da taxa mundial de expansão populacional entre 2005 e 2006, revela o Anuário Pontifício 2008, entregue ontem ao papa Bento XVI. A Igreja ficou 1,4% maior naquele período, passando de 1,115 bilhão de fiéis para 1,131 bilhão (pouco mais de 17% da população mundial).

No mesmo período, segundo dados do Census Bureau, instituição americana equivalente ao IBGE brasileiro, a população de todo o mundo cresceu cerca de 1,2%, índice confirmado pelos dados da ONG Population Reference Bureau e pela média anual de crescimento da população global entre 2000 e 2005, estimada pela Organização das Nações Unidas.

Ainda segundo as estatísticas do anuário, 49,8% dos católicos do mundo vivem no continente americano; 25%, na Europa; 10,5%, na Ásia; e 13,7% distribuídos por África e Oceania.

Embora possa concluir que a Igreja não teve um crescimento vegetativo, segundo a estimativa mais recente disponível, o Vaticano tem agora números frescos para confirmar uma de suas maiores preocupações: a estagnação do clero. Em 2006, o total de sacerdotes católicos era apenas 0,21% superior na comparação com o ano anterior – eram 407.262, ante 406.411. A distribuição geográfica do clero também representa um desafio à Santa Sé: 78% dos sacerdotes residiam na Europa em 2006. É menos do que em 2000, quando eram 81%, mas ainda com uma presença desproporcional em relação ao número de fiéis no continente.

Seminaristas

Os seminaristas católicos somavam 115.480 em 2006, alta de 0,9% em relação ao ano anterior. Desse total, 21% na África, 32% nas Américas, 26,5% na Ásia, 19,5% na Europa e 1% na Oceania.

No Brasil, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada ano passado, a uma semana da visita do papa Bento XVI ao País, entre 2000 e 2003 a proporção de católicos em relação à população oscilou de 73,89% para 73,79%, após redução de mais de um ponto porcentual por ano de 1991, quando representava 83,3% da população, até 2000.

Fonte: Estadão