O catolicismo norte-americano está ficando”mais moreno” e o grande desafio da igreja liderada pelo papa Bento XVI nos Estados Unidos é a formação na fé e a promoção da identidade católica.

Em dioceses como a de Los Angeles, Miami e Nova Iorque, hispano-americanos representam a metade ou mais da metade da população católica.

“Ela está se tornando, mais uma vez, a Igreja dos pobres e imigrantes, como o foi de 1830 a 1950”, disse em entrevista ao Instituto Humanitas, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o jesuíta cubano Claudio M. Burgaleta, professor da Fordham University, de Nova Iorque.

Lidar com essa população hispano-americana com número menor de sacerdotes é outro grande desafio da Igreja Católica dos Estados Unidos, que está buscando padres da América Latina para atender migrantes desses países.

“Um fator muito importante na vida da igreja norte-americana é a crescente diversidade dos católicos que não são descendentes de europeus”, apontou Burgaleta.

A ausência do declínio na participação demográfica do catolicismo norte-americano não se deve, em primeiro lugar à imigração, mas às altas taxas de natalidade desses novos imigrantes, avaliou o jesuíta.

Independente dessa tendência demográfica, outro fator que causa inquietação à igreja é o número crescente de católicos batizados que se identificam como sem-filiação.

Não são ateus nem agnósticos, mas pessoas espirituais abertas à possibilidade de serem “convencidas de uma identidade católica mais robusta, mas sem compromisso com a igreja institucional no momento”, analisou Burgaleta.

Fonte: ALC