A Igreja Católica panamenha pediu ao governo e à sociedade que realizem uma auditoria social sobre as festividades carnavalescas para ver se valeu a pena o gasto de 3 milhões de balboas (cerca de 2,9 milhões de dólares), investidos dos recursos públicos.

“É imprescindível saber se o esbanjamento oficial de tempo e recursos realizados nos cinco dias de festa, somente a pretexto da promoção do país como destino turístico, justifica-se ou não”, destaca o editorial do semanário Panorama Católico.

O jornal diz que o Panamá deve aproveitar o caráter de povo festivo e sua riqueza cultural para criar uma oferta turística real, capaz de gerar empregos e oportunidades de rendimento para o país.

A Igreja pede ao governo que “oxalá” sua voz seja escutada, para que tantos milhões saídos do tesouro do Estado e do bolso da população não se percam como a correnteza de água.

Para o semanário, a nota discordante do carnaval é a ênfase nos prazeres, nos desfiles no compasso do ruído, da fumaça e, depois, a ressaca.

O carnaval panamenho teve lugar de 17 a 20 de fevereiro. Cerca de 150 mil pessoas da capital viajaram às províncias para comemorar essa festa pagã, que deixou um saldo de oito vítimas, entre acidentes de trânsito e violência nas ruas.

Fonte: ALC