“Não tem nada a ver com Deus, eu não tenho coragem de descrever um deus para ninguém. Esta é uma religião de Deus ou sem Deus – é inteiramente cheia de você”, disse o idealizador da igreja nos Estados Unidos.

A nova lei de “liberdade religiosa”, aprovada em Indiana (EUA), tem sido amplamente criticada e condenada por muitos – até mesmo pela própria igreja. Por outro lado, pessoas enxergaram no projeto de lei a oportunidade de implantar uma ideia absurda: a Primeira Igreja da Cannabis, onde os membros podem usar maconha livremente como um sacramento, em um estado em que a substância permanece proibida.

“É uma nova religião para as pessoas que vivem em nossa época”, disse o ativista pró-maconha Levin. “Todas essas religiões antigas, com gente andando pelo deserto sem [calçados confortáveis], bebendo vinho em botijas de cabra, sem bússola, falando latim e hebraico – eu não poderia lidar com essa [porcaria]. Eu sou movido por Burger King, bares e campos de milho. Eu não posso me relacionar com um livro mágico antigo.”

Levin está levando a sério sua nova igreja. Ele diz que está fundada em princípios universais de amor, respeito, igualdade e compaixão. E da mesma forma que outros movimentos religiosos como os rastafaris da Jamaica, que veem o consumo de cannabis como algo sagrado, Levin disse que os membros de sua igreja vão adotar uma crença semelhante na planta. Mas, diferentemente dos Rastas, não há uma divindade tradicional no topo desta fé.

“Não tem nada a ver com Deus, eu não tenho coragem de descrever um deus para ninguém”, disse Levin. “Esta é uma religião de Deus ou sem Deus – é inteiramente cheia de você.”

Quanto aos textos sagrados, a Primeira Igreja da Cannabis não terá livros religiosos tradicionais, como a Bíblia ou Alcorão. “Nós vamos ter um bom livro”, disse Levin. “O primeiro livro bom que nós vamos autorizar na igreja é o primeiro livro bom que todos nós lemos.”

Levin é fortemente contra a nova lei de seu estado, mas disse que vai tirar o máximo proveito das brechas legais. A maconha ainda é ilegal em Indiana, por isso não está claro se o plano de Levin terá sucesso sob as leis atuais.

“A minha igreja vai permitir fumar porque é parte do nosso sacramento. Aleluia, irmão. Orem, orem, orem”, debocha Levin.

[b]Fonte: Guia-me[/b]