A tricampeã mundial de salto com vara Ylena Isinbayeva apoiou a proibição de propaganda gay entre os menores de idade na Rússia.

A Igreja Ortodoxa Russa taxou de estranha a reação da imprensa internacional frente às declarações da tricampeã mundial de salto com vara Ylena Isinbayeva em apoio à proibição da chamada propaganda gay entre os menores de idade na Rússia. Segundo declarou o diretor do setor de informação do Patriarcado de Moscou, Vladimir Legoyda, na terça-feira, 20, a instituição é frequentemente criticada pela relutância em reconhecer a liberdade de expressão e acusada de tentar monopolizar a verdade. Entretanto, a campanha contra a atleta mostrou que, pelo visto, nos últimos anos, boa parte da imprensa internacional reavaliou a sua relação frente à noção de liberdade de expressão.

Legoyda exortou os jornalistas ocidentais a descobrir a opinião dos atletas da seleção da França, participantes das manifestações contra a legalização de casamentos homossexuais em Paris, em relação à proibição da propaganda gay entre menores de idade na Rússia. “Esta seria uma conduta digna dos princípios de liberdade de expressão e profissionalismo jornalístico, e não clichês ideológicos.”

Para Legoyda, a Igreja Ortodoxa Russa considera a homossexualidade um pecado, o que não significa ódio aos pecadores, mas exclui a propaganda ou outras formas de apoio a relações sexuais não tradicionais. Nas palavras do representante do Patriarcado de Moscou, qualquer pessoa, seja ela atleta, político ou dona de casa, crente ou ateu, tem o direito de aceitar ou negar esta posição. Ele destacou que as tentativas de pressionar Isinbayeva devem ser vistas inclusive como atos de desrespeito com a população da Rússia, que em sua maioria esmagadora deu apoio à aprovação da lei.

Um dia após conquistar o Campeonato Mundial de Atletismo, em Moscou, na quinta-feira, 15, Isinbayeva afirmou ser a favor da lei russa que proíbe a promoção do homossexualismo no país.

As declarações, porém, fizeram com que Isinbayeva fosse acusada de discriminação. A atleta precisou voltar a público para realçar sua posição, explicando ter feito suas declarações em inglês, e, não sendo esta a sua língua materna, ter sido mal interpretada. Segundo a saltadora russa, ela queria dizer na verdade que as pessoas devem respeitar as leis de outros países. A atleta declarou respeitar as opiniões de seus colegas e que condena qualquer discriminação baseada em orientação sexual.

[b]Fonte: Diário da Rússia[/b]