Os vizinhos da igreja Reavivamento do Rei estão fazendo um lobby para fechá-la, segundo a petição formal recebida pela congregação. No domingo, dia 17 de fevereiro, um funcionário do governo fez uma visita ao pastor da igreja e interrogou-o sobre as acusações feitas na petição, tais como o barulho excessivo durante os cultos.

Depois de explicar que não utilizavam amplificadores, o culto pôde continuar.

Assim que a igreja voltou às suas atividades, um grupo de aproximadamente 50 pessoas armadas com varas foi em direção à igreja pregando cartazes anticristãos pelo caminho.

O pastor da igreja Reavivamento do Rei foi liberando os membros em grupos pequenos. Enquanto eles saíam, um grupo gritava insultos e ameaças. Alguns foram empurrados e impedidos de seguir o seu caminho.

O grupo feriu um homem e uma criança de 10 anos e puxou os cabelos de uma mulher. Os cristãos da etnia tâmil foram ameaçados de prisão e de morte se retornassem à igreja.

O pastor prestou queixas pelo ocorrido na delegacia de Mathungama e foi chamado a comparecer para prestar esclarecimentos no dia 18 de fevereiro. Ele fez uma petição pedindo segurança, mas a polícia nada fez pela igreja. A polícia não procurou por nenhum dos suspeitos do dia 17 de fevereiro.

Tocaia

No domingo seguinte, um grupo se reuniu novamente carregando ferramentas, sob o pretexto de cortar a grama que fica à margem da estrada. Quando os cristãos começaram a chegar para o culto, o grupo começou a ameaçá-los e impedi-los de assistir à reunião. A polícia chegou e dispersou o grupo, mas ninguém foi interrogado pelo incidente.

No dia 26 de janeiro de 2004, o pastor da igreja Reavivamento do Rei teve sua casa incendiada por uma quadrilha. Antes de a incendiarem, os homens o amarraram e bateram nele enquanto sua esposa e filhos ficaram trancados em um quarto. A família escapou por um milagre.

Fonte: Portas Abertas