A Igreja Universal do Reino de Deus declarou, durante o processo judicial, que Lucas (nome fictício) [url=http://folhagospel.com/modules/news/article.php?storyid=30871]deixou de tomar os remédios para a sua doença “voluntariamente, sem coação alguma”[/url].

Disse também que os pastores “apenas pregam a possibilidade de cura das enfermidades, de acordo com as orientações bíblicas, mas não prometem cura”.

Em nota enviada à reportagem, a igreja afirma que Lucas “já era portador do vírus HIV quando foi acolhido pela Universal e que laudos e depoimentos presentes no processo atestam que, já naquela época, ele não se submetia aos tratamentos terapêuticos na forma indicada”.

A igreja diz ainda, no documento, que “sempre destaca a importância da rigorosa observância dos tratamentos médicos prescritos”.

Segundo a Universal, o “próprio relator do recurso no tribunal reconhece que não há prova da suposta orientação para interromper o tratamento”, porque isso “é mentira”.

À Folha o magistrado do Rio Grande do Sul informou que baseou sua decisão em um “conjunto de evidências”, que inclui testemunhas, vídeos de cultos com depoimentos de cura e pedidos de doações, reportagens sobre extorsões de bens por pastores e até uma “aula” em que o bispo Edir Macedo ensina outros pastores a arrecadar dinheiro dos fiéis.

A Universal também alega que “há vasta bibliografia científica sustentado a afirmação bíblica de que a fé auxilia –e muito– na cura de doenças”.

A igreja afirmou ainda que considera “absurda” a alegação de que estimulou Lucas a não usar preservativo em suas relações.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]