Empresário revelou que Igrejas serviam para abrigar institutos de fachada que tinha como intuito desviar dinheiro público.

Em depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o empresário Paulo Lemes revelou que Igrejas serviram para abrigar institutos de fachada que tinha como intuito desviar dinheiro público da Setas (Secretaria de Trabalho e Assistência Social) por meio do pagamento a cursos profissionalizantes.

A Operação Arqueiro deflagrada em 2014 estimou um rombo de R$ 8 milhões. A segunda fase denominada Ouro de Tolo culminou na prisão preventiva da ex-secretária de Estado e ex-primeira dama Roseli Barbosa.

Conforme documento ao qual FOLHAMAX teve acesso, o empresário Paulo Lemes declarou perante promotores de Justiça que o Instituto Indesp era uma Igreja e que a origem do Instituto Concluir, responsável pela confecção de apostilas utilizadas em cursos de hotelaria e turismo que continha erros grosseiros de ortografia e ofensas a municípios mato-grossenses.

Os institutos Indesp e Concluir foram criados estrategicamente para firmar convênios com a secretaria de Estado e Assistência Social e tinha como proprietários meros funcionários laranjas.

O verdadeiro proprietário era o empresário Paulo Lemes, beneficiado com valores que ultrapassam R$ 20 milhões.

A administração dos institutos de fachada foi remetida a quatro servidores da Microlins. Para burlar a legislação, a Microlins exercia a atividade principal na oferta dos cursos profissionalizantes e os institutos de fachada serviriam apenas para assinar convênios com o Estado.

Por falta de certidões, o Indesp estaria impedido de firmar contratos. A partir daí, se criou a ideia de firmar uma permuta com o Instituto IDH, chefiado por Ricardo Mário Cecarreli

Um convênio foi firmado envolvendo o Indesp com a Setas para pagamentos de outros serviços que nada tinha a ver com qualificação em cursos profissionalizantes.

Por determinação da ex-primeira dama e ex-secretária de Estado, Roseli Barbosa, o convênio serviu exclusivamente para garantir o ressarcimento de Paulo Lemos com gastos referentes a projetos de engenharia e orçamento de custos para implantação de unidades do Ganha Tempo nos municípios de Sinop, Várzea Grande, Rondonópolis e Barra do Garças. O valor pago teria sido superfaturado na ordem de R$ 573 mil.

Como o serviço foi prestado sem licitação e sem contrato, precisou ser encoberto pelo convênio fraudulento. O valor pago em excedente retornou para a ex-primeira dama Roseli Barbosa e ao seu assessor Rodrigo de Marchi.

[b]Fonte: Folhamax[/b]