Líderes de diferentes igrejas reuniram-se na Austrália e dirigiram-se aos formadores de opinião para se manifestar a respeito do conflito de Israel-Palestina e dar publicidade a um conjunto de materiais produzidos e que serão distribuídos nas paróquias.

Na Escócia, um grupo integrado por partidos representados no Parlamento encontrou-se com representantes cristãos, judeus e muçulmanos. Em Budapeste, a segunda maior igreja da Hungria enviou cartas sobre a paz para israelenses, palestinos e aos governos de países do mundo. Na Noruega, o ministro de Relações Exteriores e um bispo palestino intervieram num serviço religioso pela paz.

Nestes e outros 40 países aconteceram vigílias no decorrer da semana, seminários, concertos, festivais e reuniões públicas pela paz. As atividades integraram iniciativa conjunta de sensibilização “Ação Internacional das Igrejas para a Paz na Palestina e Israel, de 4 a 10 de junho de 2008”, convocada pelo Conselho Mundial de Iglesias (CMI).

“O ser conscientes de que igrejas de todo mundo estão apoiando uma paz justa é muito importante para os palestinos, cristãos e muçulmanos, neste ano do 60º aniversário do Estado de Israel”, disse em Jerusalém Nora Carmi, uma das planejadoras da semana e membro da Sabeel, organização relacionada às igrejas.

Pessoas de lugares tão longínquos como Jamaica e Vanuatu e tão próximos como Líbano e Israel enviaram por correio eletrônico orações e desejos a Belém, para compartilhá-los nas escolas e igrejas locais.

Algumas dessas mensagens foram lidas em voz alta na praça do Presépio, no dia 8 de junho, quando pessoas locais e vindas do exterior, com tochas e tambores, formaram um “relógio vivo” para comemorar as seis décadas de vida como refugiados e os 41 anos sob a ocupação. Voluntários do Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e em Israel participaram num blog e em atos organizados em vários países.

Em Canberra, foi apresentada em conferência de imprensa declaração assinada por 57 dirigentes de igrejas e ministérios especializados, pedindo ao governo australiano que dê uma prioridade aos trabalhos para a paz em Israel e os Territórios Palestinos Ocupados. Um parlamentar fez constar em ata as recomendações das igrejas.

No Parlamento de Edimburgo, 70 políticos e líderes religiosos falaram sobre o silêncio internacional a respeito do bloqueio de Gaza e a cumplicidade internacional na não-execução das resoluções das Nações Unidas sobre o conflito. O chefe da Igreja Episcopal Escocesa instou à população, que “tem liberdade para denunciar a injustiça”, a apoiar os palestinos e israelenses que seguem trabalhando por uma paz com justiça.

Líderes norte-americanos e europeus da Pax Christi International organizaram vigília de paz em Amberes, Bélgica. Visão Mundial Internacional enviou a oração de Jerusalém a seus 30.000 membros de todo o mundo.

Nas Filipinas, os participantes encontraram modos de conectar as lutas locais com o conflito entre Israel e Palestina, e cada membro do Conselho Nacional de Igrejas recebeu a mensagem e a oração da semana de ação.

No Sri Lanka, o escritório para a reconciliação da Igreja do Ceilão comprometeu-se em esclarecer as paróquias sobre o conflito palestino israelense. Organizações eclesiais dos Estados Unidos celebraram serviço ecumênico em Nova York utilizando a oração de Jerusalém e uma liturgia de acompanhamento.

Fonte: ALC