Milhares de mulheres sofreram abusos sexuais na República Democrática do Congo. Sobre este problema o Arcebispo de Kinshasa, Dom Laurent Monsengwo Pasinya, pediu a mobilização do governo, da sociedade civil e das organizações que lutam em favor dos direitos humanos para que enfrentem esse problema.

O drama das mulheres congolesas violentadas esteve no centro do discurso de Dom Pasinya, e do secretário-geral do Conselho Mundial das Igrejas, Samuel Kobia, durante um encontro ecumênico realizado em Kinshasa.

O arcebispo congolês disse que “a violência contra as mulheres é contrária à harmonia inicial tão querida por Deus entre o homem e a mulher”. O prelado disse ainda que tal violência não é compatível com a cultura africana onde a mulher é considerada uma mãe e cuja missão está fortemente arraigada na sociedade, pois a mãe é fonte de vida. “As violências são contrárias à visão cristã e à sabedoria africana” – disse ele.

A Igreja Católica lançou um alarme chamando a atenção para o problema das violências contra as mulheres congolesas. Num relatório feito pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Bukavu, se fala de maldades impensáveis que precisam ser denunciadas. “As violências contra as mulheres é uma maneira de atingir o coração da comunidade congolesa” – conclui o relatório.

Fonte: Rádio Vaticano