Um grupo com mais de 150 muçulmanos de Bandugna realizarou um protesto e ameaçou a comunidade local cristã: “Fechem as casas usadas para atividades da igreja ou nós o faremos”.

De acordo com o Fórum das Igrejas Indonésias foram registrados mais de 70 conflitos do gênero desde janeiro de 2004.

A organização pediu que as autoridades facilitem a aquisição de terras para a construção de igrejas.

Membros da Frente de Movimento das Mesquitas ( FPM, sigla em inglês) e da Frente Anti-Apostasia tomaram as ruas de Bandung para pedir o fechamento de residências particulares que são usadas em atividades da igreja cristã.

O protesto aconteceu no último dia 14 de junho. Os manifestantes saíram da mesquita al-Ikhlash, em Soreang Indah, e caminharam até Katapang.

O cabeça do FPM, Suryana Nur Fatwa, disse que a administração local e a comunidade religiosa falharam na tarefa de fechar as igrejas.

“Cada um que viola as regras deve interromper suas atividades, caso contrário o FPM irá forçar o fechamento destas igrejas domésticas”, disse o líder.

Balanço

Segundo ele, 26 residências privadas foram transformadas em igrejas domésticas sob a regência da comunidade cristã de Bandung.

“Há dezessete que pararam de operar por livre e espontânea vontade, mas outras nove ainda mantém as atividades”, disse o radical muçulmano.

Nos últimos três anos a violência em West Java tem aumentado. A pressão por parte de fundamentalistas contra os cristãos e as igrejas domésticas é ilegal.

Em 1969, um decreto presidencial promulgou a “regulamentação” da construção de lugares para culto na Indonésia.

No entanto, o longo procedimento legal exigido e a dificuldade em se obter a permissão para construir tem forçado inúmeras comunidades a praticarem a fé em suas próprias casas.

Simon Timorason, responsável pela filial do Forum de Comunicação das Igrejas Indonésias de West Java, disse que “é urgente uma iniciativa governamental no sentido de prover a liberação de licenças para a construção de igrejas”.

Para ele, “a iniciativa pode evitar que os atuais problemas aumentem”.

Fonte: Portas Abertas