Segundo especialistas, a nova moda se assemelha aos grupos de idosos que disputavam bingos, sendo que, desta vez, dezenas de jovens com idades entre 14 e 17 anos freqüentam as igrejas nas noites de culto para disputar partidas de Halo 3.

O novo jogo chegou às lojas dos Estados Unidos há duas semanas e, segundo informações divulgadas pela Microsoft, já faturou US$ 300 milhões em vendas.

Nas noites de sábado, é comum encontrar jovens na Igreja da Comunidade de Colorado, em Denver, travando combates em grupo na tela da televisão.

“É divertido explodir aliens”, descreve o jovem Tim Foster, de 12 anos, em entrevista ao New York Times.

Os novos hábitos, entretanto, têm levantado discussões sobre até onde as igrejas são capazes de ir para conquistar novos fiéis, segundo o jornal. Em mensagem aos pais dos jovens que freqüentam a pequena igreja de Denver, o pastor Gregg Barbour garante que os jovens ficam no ambiente para assistir as mensagens cristãs mesmo após as cenas de violência no Halo 3.

“Deus nos nomeou pescadores de fiéis. Acho que estamos sendo bem sucedidos em nossas iscas”, disse, em mensagem.

Mas na opinião de James Tonkowich, presidente do Instituto de Religião e Democracia, organização não governamental que analisa ações religiosas, a adoção de videogames é uma atitude radical demais.

“Se você pretende estreitar os laços com os jovens e levá-los à igreja, oferecer bebidas e filmes eróticos também surte efeito. Mas sabemos que podemos fazer melhor do que isso”, criticou.

Fonte: O Globo