O Instituto Teológico João Wesley, localizado em Porto Alegre, abriu fórum de consulta aos pastores, às pastoras e lideranças da 2a. Região Eclesiástica, que abrange o Estado do Rio Grande do Sul, sobre a decisão conciliar de retirar a Igreja Metodista dos organismos ecumênicos que tenham a presença da Igreja Católica e de grupos não-cristãos.

O resultado da consulta, que termina a coleta na quarta-feira, 27, servirá de subsídio à administração regional e à delegação gaúcha eleita para representar a 2a. Região Eclesiástica na segunda etapa do 18. Concílio Geral, que estará reunido na Universidade Metodista de São Paulo, dias 12 a 15 de outubro. A expectativa é que a decisão de sair dos organismos ecumênicos seja retomada.

Se dependesse das enquetes do Portal dos Metodistas Online e do Blog Metodistas & Ecumênic@s, a decisão do Concílio Geral de Aracruz, em julho, seria outra. O Portal pergunta se o internauta aprovou a saída da Igreja Metodista dos órgãos ecumênicos. De 2.695 votos, computados até hoje pela manhã, 61,71% não aprovaram, 37,85% aprovaram e 0,45% se declararam indiferentes à decisão.

O blog pergunta ao internauta se ele gostaria que a decisão do Concílio Geral a respeito do ecumenismo fosse revista. De 166 respostas, 72,28% querem uma revisão e 27,71% não a querem.

Em esclarecimento sobre a evasão de membros da Igreja Metodista no Estado de Minas Gerais e Espírito Santo, o bispo Josué Adam Lazier, da 4a. Região Eclesiástica, que abrange os dois Estados brasileiros, desmentiu informações de que o fenômeno estaria vinculado ao ecumenismo com a Igreja Católica.

“Lamento que esta idéia antiecumênica seja divulgada como sendo a de todos os membros, pastores e pastoras da 4a Região Eclesiástica. Não o é, pois a grande maioria dos membros em nossas igrejas locais não participa destas preocupações. Reconheço que há pessoas, leigos e clérigos, que fazem restrições ao ecumenismo, sobretudo com a Igreja Católica, mas isto não pode ser colocado de forma genérica, como alguns estão fazendo”, ressalva o bispo.

Adam Lazier garante, no esclarecimento, que existe um “despertamento missionário saudável e frutífero” e que a 4a Região vem crescendo numericamente. O bispo lamenta o crescimento de idéias estranhas na Igreja Metodista, “muitas delas oriundas do âmbito dos movimentos neopentecostais, e que acabam sendo introduzidas em nosso meio”.

O bispo explica que a Igreja Metodista também é igreja pentecostal, uma vez que ela é movida “pela ação dinâmica do Espírito Santo de Deus. Mas ela não segue o curso dos modismos denominados de neopentecostais, que apresentam eclesiologias, práticas, ministérios e ações pastorais que não combinam com a identidade doutrinária e a confessionalidade que fundamentam a organização da igreja”.

Fonte: ALC