As mulheres que entram em igrejas cristãs no Irã já podem ser advertidas se não estiverem usando um ‘hijab’ [v[véu islâmico], comumente exigido em locais públicos, no país.

[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/smart/media.guiame.com.br/archives/2017/04/02/149272301-ira.jpg[/img]Um episódio ocorreu quando mulheres estavam entrando em uma catedral da cidade de Isfahan e foram informadas pela “polícia moral” do Irã que elas tinham que usar véus islâmicos, até mesmo dentro de um templo cristão.

Enquanto algumas mulheres obedeceram, outras retiraram seus véus em um ato de desafio e protesto. Muitos expressamente se opuseram ao fato de serem forçadas a usar os véus em um lugar de culto cristão, onde não seriam aplicadas leis islâmicas.

A “polícia moral” do Irã é muitas vezes brutal ao aplicar estas normas, conhecidas como “leis de modéstia”. As mulheres que infringem as leis são por vezes detidas ou mesmo espancadas.

Uma mulher que não teve o seu nome revelado compartilhou com a campanha “Minha Liberdade Furtiva”, a sua experiência após ser confrontada pela ‘polícia moral’.

“A foto que eu enviei mostra a Igreja Vanak, de Isfahan. Foi ridículo! Duas funcionárias nos culparam pela vestimenta que estávamos usando, o que é uma vergonha, não é?”, protestou.

A mulher também sugeriu uma situação de certa forma inversa, na qual os muçulmanos seriam reprimidos em um país de maioria cristã.

“Como os muçulmanos americanos reagiriam se [suas mulheres] fossem forçadas a entrar em suas mesquitas sem hijab [véu]? Por que deveríamos aguentar tal desgraça para as mulheres em nome da lei? Isso não é um tipo de bullying?”, questionou.

[b]Fonte: Guia-me[/b]