O governo israelense acusou nesta quarta-feira o Vaticano de servir de propaganda do movimento radical islâmico do Hamas. O porta-voz, Yigal Palmor, criticou as declarações do ministro da Justiça, o cardeal Renato Martino –que comparou Gaza a um campo de concentração.

“Essas declarações parecem que foram extraídas diretamente da propaganda do Hamas, ignorando os inúmeros crimes cometidos por islamitas que tem transformado a faixa de Gaza em um gigantesco escudo humano”, disse Yigal.

Ontem, Martino saiu em defesa da população palestina em uma entrevista concedida a uma rede de TV italiana. ” O povo sempre é quem paga. Veja as condições em Gaza, mais e mais se parecendo com um campo de concentração”, disse o cardeal que evitou criticar diretamente o Estado hebreu.

Nos últimos dias, muçulmanos em todo o mundo tem acusado Israel de promover o genocídio da população palestina. Hoje, a comunidade árabe em São Paulo protestou nas ruas e acusou Israel de estar pregando o nazismo. Desde o início do conflito, em 27 de dezembro, o Vaticano afirmou que os ataques israelenses –que já mataram 650 palestinos e feriram 2.500– afastaram a possibilidade de paz na região.

Fonte: Folha Online