A maioria dos israelenses não acredita num acordo de paz com os palestinos, segundo pesquisa do Instituto independente de estatísticas Dachaf publicada pelo jornal “Yedioth Ahronoth”.

Segundo os dados, 89% da população acha que são “poucas” as chances de chegar a um acordo de paz com os palestinos.

Israel deve chegar a este compromisso até 2008 – pelo menos de acordo com a resolução da Conferência de Paz de Annapolis, promovida nos Estados Unidos em 27 de novembro e promovida pelo presidente americano, George W. Bush.

Apenas 10% acham que “são grandes” as possibilidades de se chegar à paz com os palestinos. Outro 1% não respondeu.

O Estado Israelense – que cumprirá 60 anos de fundação em maio – começa o novo ano com 7,2 milhões de habitantes, dos quais 75% (5,4 milhões) são membros da maioria judaica.

De acordo com o Escritório Central de Estatísticas, a minoria árabe representa 20,6% (1,4 milhão), e principalmente de palestinos.

Um total de 54% dos 500 entrevistados pelo Instituto Dachaf se mostram pessimistas sobre a situação do país, enquanto 46% são otimistas.

Perguntados se Israel atacará ao Irã, cujos supostos planos para produzir armas nucleares preocupa as autoridades, 69% da população consideram pouco provável um ataque do país aos iranianos, embora 28% acham que é alta a disposição de seu Governo a fazê-lo.

Além disso, 54% acham que as eleições legislativas não serão antecipadas para 2008, e 43% vêem que esta possibilidade é grande.

Em caso de eleição antecipada, 41% votariam no ex-primeiro-ministro Netanyahu, líder do Partido Likud, da direita nacionalista, e chefe da oposição.

Por outro lado, o primeiro-ministro, Ehud Olmert, líder do Partido Kadima, que retomou o processo de paz com os palestinos no fim de 2007, contaria com 22% da votação se as eleições fossem convocadas hoje.

Atrás de Netanyahu e Olmert aparece o ex-primeiro-ministro e atual titular de Defesa, Ehud Barak, líder do Partido Trabalhista, que participa da coalizão do Governo, com 16%.

A ministra de Exteriores, Tzipi Livni, do Kadima, tem 8%.

O dado provavelmente mais surpreendente da enquete é que, entrevistados sobre sua situação pessoal, 85 de cada 100 israelenses se mostraram otimistas, enquanto apenas 14% expressaram o contrário.

Fonte: EFE