O Japão negou a entrada de seis norte-coreanos que pretendiam participar de um congresso mundial de religiões pela paz que começa hoje, como parte das sanções impostas ao país comunista por ter disparado mísseis no mês passado, informou a agência “Kyodo”.

O grupo de norte-coreanos barrados, entre eles o presidente do conselho de religiões da Coréia do Norte, estava inscrito na Conferência Mundial das Religiões para a Paz, em Kioto, no oeste do Japão.

Cerca de 2 mil líderes religiosos de todo o mundo discutirão durante quatro dias “como enfrentar a violência e promover a segurança compartilhada”, segundo um comunicado dos organizadores.

Os dirigentes, pertencentes a religiões como budismo, cristianismo e islamismo, vão debater ainda os conflitos mundiais e a redução da pobreza.

O abuso das idéias religiosas “por parte de grupos extremistas, de políticos e da imprensa” são outros pontos na agenda da assembléia.

Os participantes incluem o ex-presidente iraniano Mohammed Khatami, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ann Veneman, e o ex-primeiro-ministro norueguês Kjell Magne Bondevik.

Após o lançamento de foguetes de teste no dia 5 de julho, o Conselho de Segurança da ONU impôs à Coréia do Norte sanções relacionadas à transferência de materiais e tecnologia.

Fonte: EFE