A declaração não é nova, mas causou grande repercussão nos Estados Unidos. O líder do movimento Nação do Islã, Louis Farrakhan, deu uma palestra na Universidade A & M, no Alabama onde fez afirmações polêmicas.

Falando para a multidão que encheu o auditório, Farrakhan uniu questões religiosas e raciais em seu discurso sobre desigualdade racial.

“Quem te ensinou a odiar os negros? Se foi Deus quem nos fez pretos, com cabelos crespos, nariz largo e lábios grossos? Se eu não gostar de mim, como poderei gostar do Deus que me criou?”, questionou ele.

Depois, disse repetidas vezes que não se sabe se Jesus era branco, como é normalmente retratado. Acrescentou que o profeta Elias também era negro. Ele lembrou do Seder judaico e, especificamente, da tradição no feriado judaico de se dizer que o profeta Elias é aguardado em cada residência de família judia na noite de Páscoa. “Se Elias batesse na sua porta e você visse que ele era negro, ligaria para a polícia! Por que o povo judeu ficaria tão chocado? Porque não estamos acostumados a aceitar a sabedoria de uma pessoa negra, não importa quão sábia ela possa ser”, disse o ministro islâmico.

“Jesus era um homem negro”, prossegue, causando surpresa ao acrescentar que Cristo não era cristão. “Afinal, Jesus disse:” Não a minha vontade, mas seja feita a Tua vontade, Deus. Você sabe o que significa islâmico em árabe? O que se submete a Deus. Ele se submeteu. Ele era muçulmano”.

Antes de encerrar, recontou a história de Caim e Abel, fazendo alguns acréscimos. “Quando Caim apresentou sua oferta de lavrador diante de Deus, a Escritura diz que Deus não aceitou. Eu não acredito nisso. Gostaria de fazer uma correção… Eu sou melhor que aqueles que traduziram a Bíblia das línguas originais e a revisaram para se adequar aos seus propósitos! Por que me acho melhor? Porque fui ensinado por Deus”, finalizou.

Reivindicando que os negros são vitimas de um preconceito histórico, sempre tendo educação de má qualidade e sofrendo com a falta de oportunidades, Farrakhan viu o protesto de vários pastores e rabinos do Alabama que estavam presentes no evento. Embora muitos dos alunos terem aplaudido.

Alguns dos líderes religiosos presentes pediram que a Universidade reconsiderasse o convite feito a Farrakhan e não o repetisse. Louis Farrakhan já esteve envolvido em controvérsias com líderes brancos antes, quando os chamou de “seres humanos em potencial, mas ainda não totalmente evoluídos” e disse que os grupos judaicos são seguidores da “sinagoga de Satanás”.

[b]Fonte: Gospel Prime – Traduzido e adaptado de Yahoo News
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