O técnico Jorginho reclamou na terça-feira, 15, das críticas que esportistas religiosos sofrem no Brasil. Em declarações ao canal de TV por assinatura SporTV, o treinador do Vasco cobrou respeito a profissionais que separam a religião e o trabalho.

[img align=left width=300]http://imguol.com/c/esporte/67/2015/08/17/jorginho-conversou-com-os-jogadores-do-vasco-em-sua-chegada-a-sao-januario-1439824244012_615x300.jpg[/img]”Vou pegar uma frase de um surfista de Cristo, Jojó de Olivença, dos anos 80: ‘Deus abençoa, mas não surfa’. As pessoas têm que entender isso. A minha religião, seja qual for, não é a questão. As pessoas precisam respeitar por eu ser evangélico, mas por ser profissional”, contou Jorginho.

“Minha assessoria me ajudou demais a desmistificar isso. Eu leio a Bíblia, eu oro, me ajoelho. Se eu não puder mais fazer isso, deixo de ser técnico”, acrescentou.

O técnico relembrou ainda de incidentes anteriores envolvendo imprensa e sua religião. O treinador afirmou que chegou a ser acusado de influenciar os jogadores fora de campo.

“Em 2013, ligaram para o Figueirense (clube no qual trabalhou em 2011) para ver se eu fazia estudo bíblico com atleta. Eu nunca fiz. Eu, como treinador desde 2005, nunca sentei com atleta para fazer reunião (deste tipo). Sofri muito com essa situação”, declarou.

No entanto, o primeiro trabalho de Jorginho como treinador foi marcado por polêmicas extracampo envolvendo religião. Entre 2005 e 2006, o ex-lateral comandou o América-RJ, no qual tentou proibir os jogadores de falar palavrões. Além disso, tentou convencer o clube a trocar de mascote, deixando o tradicional Diabo para adotar a águia.

“Não quero mocinhas, mas exijo respeito entre os atletas”, disse Jorginho em 2006, em entrevista ao jornal O Globo. “Fui contratado como profissional e não como cristão, mas minha opção por Deus se reflete naturalmente em tudo. Os jogadores me veem motivado o tempo todo, mesmo nos momentos difíceis. Afinal, cristão acredita em milagres”, completou na época.

[b]Fonte: UOL[/b]