Joyce Meyer
Joyce Meyer

Depois de revelar que sofreu inúmeros abusos sexuais do próprio pai quando era criança, a autora Joyce Meyer destacou a importância do perdão e relembrou o dia em que ele se arrependeu e aceitou Jesus Cristo em seu coração.

“Meu pai abusou sexualmente de mim por muitos anos. Minha mãe sabia o que estava acontecendo, mas era uma mulher muito medrosa que não sabia como lidar com ele e apenas deixava acontecer”, disse ela em um vídeo publicado nesta segunda-feira (23) no Facebook.

“Muitos anos mais tarde, depois que pensava que tinha perdoado totalmente, Deus colocou no meu coração que eu precisava comprar uma casa melhor para eles morarem e cuidar muito bem deles até que eles morressem”, ela conta.

Joyce confessa que entrou em um grande conflito com Deus, questionando se seus pais realmente mereciam essa retribuição. Aos poucos, ela aprendeu uma lição: “Deus quer que sejamos bons com pessoas que não fizeram nada por nós, porque essa é a melhor forma de travar uma batalha espiritual e manter o diabo sob seus pés”.

Depois de comprar uma boa casa para seus pais, a autora teve que passar três anos os levando ao médico, pagando suas contas e oferecendo diversos tipos de cuidados. Durante todo esse tempo, seu pai nunca pediu desculpas nem admitiu o mal que causou.

Até que certo dia, Joyce foi chamada por sua mãe para ir até a residência onde moravam. Seu pai estava em lágrimas, chamando pela filha. Quando ela chegou, ele disse: “Sinto muito pelo que fiz quando você era criança”.

Depois disso, ele pediu para Joyce orar por ele, reconheceu Jesus Cristo em seu coração e foi batizado dez dias depois.

“Se nós amarmos como Deus ama, isso significa que nós iremos amar sem receber nada. Isso vai ganhar pessoas para Cristo, incluindo as pessoas mais difíceis que você pode imaginar”, destaca a autora. “O verdadeiro amor vai exigir algum tempo, algum esforço, algum orgulho — você terá que estar disposto a engolir seu orgulho”.

Em 2016, Joyce revelou que foi estuprada pelo próprio pai por inúmeras vezes. “Ele não me forçou fisicamente, mas através de mentiras, manipulações, medos e ameaças, eu fui forçada”, afirmou. “Meu pai me estuprou pelo menos 200 vezes”.

A autora confessou que sentia vergonha de lidar com o assunto, especialmente porque seu pai também abusava sexualmente da filha de um vizinho. “O abuso sexual é tão vergonhoso que ninguém fala sobre isso. Ninguém sabe como falar sobre isso”, disse ela na época.

Fonte: Guia-me