O rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista, deverá se apresentar à corte do Condado de Palm Beach, nos Estados Unidos, no dia 23 de abril, às 13h30, quando será realizada à primeira audiência do caso no qual é acusado de furtar gravatas.

A juíza Lucy Chernow Brown será responsável pelo caso e deve ouvir as explicações de Sobel sobre o furto, ocorrido na última quinta-feira, dia 23 de março, ficando preso até sábado.

Nesta quinta-feira, em nota, Sobel negou o crime e o fato de ter estado preso, afastando-se de suas atividades na Congregação Israelita Paulista (CIP). Durante a madrugada, ele foi internado no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, na zona Sul de São Paulo, “devido a episódio de transtorno de humor, representado por descontrole emocional e alteração de comportamento”, segundo boletim divulgado pela entidade.

B.O.

No Boletim de Ocorrência nº 07-442, que registra a infração de Sobel, a policial Michele Pagan, que prendeu o rabino, diz ter mesmo recuperado uma gravata furtada da loja Louis Vuitton, localizada na Worth Avenue, 150 de Palm Beach – um dos endereços mais elegantes e valorizados dos Estados Unidos – por volta das 14 horas do dia 23.

A polícia foi acionada por Regina Grados, funcionária da loja, que descreveu o ladrão como um homem branco, de cabelos grisalhos, que usava camisa de mangas compridas e bermuda colorida. Michele pediu para a funcionária mostrar o vídeo para poder identificar a pessoa.

A prisão

Regina afirmou que, embora não tenha visto o homem pegar a gravata, tinha certeza de que só poderia ter sido Sobel, uma vez que foi a única pessoa a ter entrado na loja após as 12h.

Às 14h10, Michele encontrou um homem que se encaixava com o perfil da pessoa mostrada no vídeo. Ela, então, se aproximou e identificou-se. O homem também se identificou como Henry Isaac Sobel. A policial disse a ele estar procurando possíveis testemunhas sobre o incidente ocorrido na loja da Louis Vuitton. Imediatamente, ele afirmou: “Eu não peguei nada”. E, em seguida, disse nunca ter estado na loja.

A policial decidiu ler os direitos da pessoa no momento em que é detida para averiguação. Sobel assegurou ter conhecimento destes direitos e assinou o cartão apresentado pela policial.

Após esse procedimento, ela avisou Sobel sobre o furto da gravata e o fato de tê-lo visto no vídeo da loja pegando o acessório do local. Inicialmente ele negou ter conhecimento do crime e ofereceu-se a pagar pelo item, mesmo negando tê-lo pego.

Confissão

Durante o interrogatório, Sobel admitiu que pegou a gravata da Louis Vuitton sem pagar. Ele afirmou ter colocado a gravata em seu veículo, que estava estacionado na garagem, situada na própria Worth Avenue. Deu, então, permissão à policial para ir até seu carro e recuperar a gravata.

Perguntado se havia pegado outras mercadorias, ele admitiu ter outras gravatas no carro, pelas quais não pagou. Tirou então uma sacola de loja contendo quatro gravatas, identificadas pelas etiquetas como sendo da Louis Vuitton, Giorgio´s, Gucci e Giorgio Armani.

Sobel foi preso e acusado de furto de um valor total de US$ 680, um crime considerado penalidade de terceiro grau. Em seguida, foi levado para a Prisão do Condado de Palm Beach, sendo liberado no sábado após pagar fiança de US$ 3 mil.

Fonte: Estadão