A Justiça de Goiás condenou um padre do interior do Estado a dez anos de prisão por atentado violento ao pudor cometido contra um menino de 11 anos, que era coroinha.

Edson Alves dos Santos, 67, manteve encontros com o garoto na paróquia onde atuava, na cidade de Alexânia (106 km de Goiânia), e em uma chácara durante o ano de 2005, segundo a acusação.

De acordo com a Promotoria, o menino ocasionalmente dormia na paróquia com a permissão da família. O acusado aguarda o julgamento de um recurso em liberdade. A decisão que o condenou é de primeira instância.

Durante a investigação, Santos foi afastado da paróquia de Alexânia pela Igreja. Ele continua sendo padre, mas não está exercendo a atividade. O inquérito sobre o caso foi aberto após denúncias da mãe do menino.

O advogado do padre, Valdivino Lima, negou as acusações. Disse que as denúncias são vingança de outro ex-coroinha da paróquia. O adolescente foi expulso de um seminário onde estudava, no Rio de Janeiro, após relatório feito pelo padre, de acordo com a defesa.

O advogado disse que, por causa do incidente, Santos recebeu cartas com ameaças de divulgação de denúncias de pedofilia. A defesa também argumentou que o padre sofre de impotência e que nunca houve suspeita sobre ele nas outras quatro paróquias em que trabalhara.

Segundo o advogado, não foi apresentada prova do crime além do depoimento do garoto. A Promotoria diz que exames médicos comprovaram que houve relação sexual.

A direção da Diocese de Anápolis, responsável pela paróquia de Alexânia, não foi encontrada ontem para comentar o caso.

Fonte: Folha Online