A briga entre o padre João Carlos Santana, pároco de Água Fria, Zona Norte do Recife, e a Arquidiocese de Olinda e Recife teve mais um capítulo. Na última terça-feira, a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou que o caso envolvendo o pároco, acusado pela arquidiocese de manter relacionamento amoroso com uma mulher, volte a ser analisado pelo juiz de primeira instância da 5ª Vara Cível.

O magistrado examinará, agora, os embargos declaratórios apresentados pela defesa do pároco. Com isso, padre João Carlos ganhou tempo e permanece à frente da Paróquia de Água Fria até que o caso volte a ser analisado pelo juiz de primeira instância, fato que não tem data para acontecer.

Quando entrou com o pedido de afastamento do padre, a arquidiocese pediu reintegração de posse da Paróquia de Água Fria. A reintegração foi concedida à arquidiocese justamente pelo juiz da 5ª Vara Cível, Janduhy Finizola da Cunha. Os advogados do padre recorreram, entrando com um agravo de instrumento no TJPE, e conseguiram derrubar a liminar. Com isso, padre João Carlos permaneceu na paróquia, administrada por ele desde 1995. É ele quem celebra as quatro missas semanais na matriz de Água Fria, às terças-feiras, sábados e domingos (em dois horários).

Segundo o advogado do padre, Hebron Oliveira, a decisão do TJPE não entra no mérito da discussão entre o padre e a arquidiocese. “O caso voltará a ser analisado pelo juiz de primeira instância. Com isso, João Carlos permanece exercendo suas funções normalmente à frente da Paróquia de Água Fria”, afirmou.

Fonte: JC Online