A 4ª Vara Criminal de Cubatão (SP) decretou a prisão preventiva do ex-pastor e outros três comparsas que assaltavam igrejas e templos em cidades do litoral e interior de São Paulo. Dois criminosos ainda continuam foragidos.

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha é formada por Felipe Marcolino dos Santos, conhecido como “Vovô”, Roberth Lincoln Barroso Oliveira, o “Chuchu”, e Guilherme Augusto da Silva Júnior, o “Didi”, além do pastor Givanildo Borges, de 37 anos, que atuava na Igreja Mundial do Poder de Deus na Vila dos Pescadores.

Didi foi preso em Mongaguá. Já Givanildo, que pregava pela Igreja Mundial do Poder de Deus, foi detido por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em uma farmácia na capital paulista, onde trabalhava há dois meses. Ele foi preso no dia 24 de agosto. ‘Vovô’ e ‘Chuchu’ ainda não foram localizados.

“Agora, o Pastor Givanildo Borges e seus comparsas foram denunciados pelo Ministério Público e tiveram a Prisão Preventiva decretada no final da tarde desta sexta-feira. O inquérito virou processo e eles vão responder o processo na Justiça. Enquanto isso, ficam presos”, explicou o delegado Antonio Messias, titular da cidade de Cubatão, e que comandou as investigações.

Quadrilha

De acordo com a polícia, as investigações começaram em abril, quando a quadrilha assaltou uma igreja em Cubatão. A Polícia descobriu que o grupo era liderado pelo pastor Givanildo Borges, da Igreja Mundial do Poder de Deus na Vila dos Pescadores.

“Eles escolhiam a igreja, chegavam ao fim do culto evangélico, com veículos roubados ou furtados, e esperavam o local esvaziar. O pastor entrava na igreja com alguns fiéis, que ficavam organizando a igreja após o culto. Esse pastor entrava, se dirigia ao pastor do local e pedia uma benção, dizia que estava com problemas, fazia uma oração e aproveitava para fazer uma verificação do ambiente, ver onde havia objetos de valor”, afirma Messias.

Segundo o delegado, após a falsa benção, o pastor se encontrava com os comparsas nos carros e repassava as informações aos outros criminosos sobre o dízimo e objetos valiosos. O grupo entrava na igreja e roubava os fiéis e o dízimo. Depois, voltavam para os veículos e fugiam.

A quadrilha efetuou roubos em outras cidades do Estado. Ao todo, foram seis crimes em templos evangélicos, sendo um na Igreja Mundial do Poder de Deus, da qual o pastor Givanildo fazia parte, e outros cinco na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), nas cidades de Peruíbe, São Roque, Cubatão, Guarujá e Mongaguá. O grupo também efetuou um roubo a uma empresa de produtos eletrônicos em Santos e a uma residência em Bertioga.

Fonte: G1