A Polícia Civil de Itirapina (a 212 km de São Paulo) procura por um homem suspeito de se passar por padre para entrar e promover uma onda de assaltos na cidade.

Já foram pelo menos quatro residências assaltadas pelo homem. Os casos começaram na segunda-feira (25) e o comando da Igreja Católica afirmou que não envia padres à casa das pessoas sem solicitação e pediu que a população não autorize a entrada de desconhecidos em suas casas, mesmo que portem símbolos da igreja.

A polícia informou que não poderia comentar detalhes sobre a apuração dos casos, mas informou que acredita que, pela forma de agir, os roubos tenham sido realizados pela mesma pessoa.

O marginal, segundo relato das vítimas, entra nas casas dizendo que fará orações, e chega efetivamente a orar, mas, no meio do processo, se apossa de objetos e joias dos moradores. Segundo a aposentada Ercíla de Souza, 62, o homem tem fala mansa e cita constantemente versículos da Bíblia. “Ele bateu na porta, disse que era padre e que estava de passagem pela cidade. Perguntou se estava tudo bem na minha casa e perguntou se poderia entrar e fazer uma oração”, contou.

Segundo ela, ele orou um pai-nosso e uma ave-maria, quando pediu algum “objeto de valor” para “incrementar a oração”. “Dei uma medalha de Santa Rita, de quem sou devota. Aí ele pediu um copo de água e, quando voltei, tinha fugido”, contou.

Uma das vítimas, uma dona de casa que preferiu não se identificar, disse que abriu o portão por acreditar que o suspeito era um religioso. “Me chamou, eu fui atender e ele falou que era padre”, disse.

A dona de casa, que possui um altar em casa e é devota de São Sebastião, afirma que só percebeu o golpe quando o falso religioso pediu joias. “Chegou lá na cozinha e falou que ia fazer uma oração. Pediu um cordão que ele ia colocar uma medalha. Quando eu entrei no quarto para pegar o cordão, era uma correntinha, mas não era ouro e ele não quis. Jogou em cima da cômoda e eu percebi que ele era um ladrão”, disse. Apesar de não conseguir as joias, ele roubou R$ 200 da residência. O suspeito ainda não foi localizado.

Segundo a Igreja Matriz da cidade, a recomendação é para que os fiéis não abram a porta para ninguém que se identifique como religioso, mas não seja conhecido. A instituição afirmou que há somente dois padres na cidade, ambos com mais de 20 anos de ministério.

“Todo mundo conhece as pessoas que são da igreja. Por isso, se chegar alguém pedindo para entrar na casa e que não seja conhecido, já orientamos os fiéis para não abrir a porta e chamar a polícia”, recomendou a instituição.

[b]Fonte: UOL[/b]