Uma polêmica lei que permite um divórcio rápido no Peru em municípios e cartórios locais enfureceu a Igreja Católica, que nesta sexta-feira afirmou que a lei incentiva a separação das famílias.

Mas os congressistas que apóiam a medida dizem que ela agilizará processos complicados de divórcio em tramitação no Poder Judicial, muitos dos quais duram até três anos.

O Congresso peruano aprovou na noite de quinta-feira por ampla maioria uma norma que autoriza a realização de divórcios por acordo mútuo no prazo de três meses, para quem esteja casado há pelo menos dois anos.

A lei terá de ser ratificada por uma segunda votação na semana que vem.

“A única coisa que este tipo de medida faz é favorecer a separação. Não fortalece de modo algum a família, pelo contrário, a debilita”, disse o presidente da Conferência Episcopal peruana, monsenhor Luis Bambarén, segundo a edição online do diário La República.

“Compartilho a idéia de fortalecer a família, mas antes é preciso resolver a situação dos casais que não definiram seu estado civil por 15 ou 20 anos por falta de dinheiro para pagar um advogado, e acabam formando famílias paralelas”, declarou a congressista Rosario Sasieta, afirmando que, com a nova lei, os casais não precisarão contratar advogado.

Fonte: Reuters