Warren Jeffs, acusado de estupros e de ter promovido o casamento espiritual entre uma menina de 14 anos e sua prima de 19, pediu à corte superior de Utah que cancele o seu julgamento e o transfira para o condado em que ele sempre viveu e onde cometeu os crimes de que é acusado.

Trata-se de um dos casos mais polêmicos da recente crônica jurídica dos Estados Unidos, já que ele é líder de seita poligâmica dissidente dos tradicionais Mórmons. As informações são do siteFindlaw.

Nesta quarta-feira (28/3), o juiz James L. Shumate rejeitou pedido da defesa, para que se transferisse o julgamento para o condado de Washington. O acusado Warren Jeffs tem 51 anos de idade.

A maioria dos membros da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias mora na fronteira entre as cidades de Hildale, em Utah (no condado de Washington) e Colorado City, Arizona. A seita desligou-se da corrente principal dos Mórmons, após esse ramo religioso ter renunciado à poligamia em 1890.

A defesa de Jeffs quer que o julgamento seja feito em uma cidade “não contaminada” pelas notícias dos jornais locais, sobretudo o matutino The Spectrum, que fez do caso o principal foco da maioria de suas manchetes nos últimos anos.

Fonte: Consultor Jurídico