Líderes de igrejas e de organismos ecumênicos dos Estados Unidos, responsáveis pelas relações intereclesiais com a América Latina e o Caribe, dirigiram palavras de solidariedade e ânimo às igrejas e organismos ecumênicos da Bolívia. Eles destacaram que nem todos os estadunidenses apóiam as políticas do seu governo

A mensagem reporta-se à Carta Pastoral do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai) e do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) ao povo boliviano, de 11 de agosto, ao afirmar que Deus tem o desejo de preservar e salvar a vida que Ele criou.

“E vida plena não é uma vida em solidão, senão uma vida solidária, que se constrói com uma constante disposição ao diálogo, nutrida por sentimentos como o amor, o respeito e o desejo profundo de que a paz com justiça sejam espaço e possibilidades para todos e todas”, afirmam os estadunidenses.

Eles sabem dos esforços que igrejas e organismos sociais vêm empreendendo em favor da democracia, da paz e da reconciliação nacional.

“Esperamos também que vocês compreendam que as políticas do governo dos Estados Unidos com respeito à Bolívia não são apoiadas por todos os cidadãos estadunidenses, nem por todos os cristãos e cristãs que vivem nos Estados Unidos. Nossas igrejas não apóiam estas políticas”, frisam os líderes na mensagem.

O grupo de representantes de igrejas e organismos do Norte comprometeram-se a orar pela paz e reconciliação na Bolívia, e também de atuar, em coligação com muitos outros, “para que as autoridades presentes e futuras do governo dos Estados Unidos se relacionem de maneira responsável e respeitosa com o governo eleito pelo povo de Bolívia.”

Assinam a mensagem menonitas, metodistas, luteranos, reformados, presbiterianos, Discípulos de Cristo e episcopais.

Fonte: ALC