Pastores e líderes eclesiásticos são alvo de violência, seqüestro e tentativas de assassinato, de acordo com um relatório divulgado em outubro.

O documento intitulado “Um chamado profético”, produzido pela Justapaz e pela Comissão para Restauração, Vida e Paz – entidade ligada ao Conselho Colombiano de Igrejas Evangélicas e parceira da Solidariedade Cristã Mundial (CSW, sigla em inglês) – detalha pela primeira vez a extensão das violações da liberdade religiosa na Colômbia.

O projeto é o primeiro desse na Colômbia e pretende documentar a severa violação da liberdade religiosa e os abusos dos direitos humanos contra membros das igrejas colombianas.

“Com a continuação do projeto, esperamos que a verdadeira escala de ataques contra cristãos se torne evidente. Estamos honrados por tomar parte desse projeto e por estar com esses voluntários, que estão participando da documentação desses casos no país, e que freqüentemente correm riscos para isso”, disse Mervyn Thomas, diretor executivo da CSW.

“É fácil ser subjugado pela complexidade da situação na Colômbia e esse trabalho é vital para ajudar tanto aos colombianos como aos cidadãos de outros países a entender melhor a situação específica da igreja colombiana, não só no seu sofrimento, mas também em seus esforços para trazer transformações positivas e duradouras para o país”, acrescentou ele.

O relatório documentou pelo menos seis casos em que pastores ou líderes de igrejas foram alvos de assassinato, e o seqüestro ou desaparecimento de pelo menos três outros, e ainda a tentativa de assassinato de um pastor que foi atingido por mais de 70 tiros, de acordo com a CSW.

“Infelizmente, não estamos surpresos pelos números do relatório. Se há algo em que acreditamos é que eles representam apenas uma pequena proporção das violações da liberdade religiosa na Colômbia”, disse Mervyn Thomas.

Outros casos de violência contra cristãos no relatório incluem dois ataques violentos durante cultos, que resultaram em quatro mortos e 14 feridos. A violência contra os cristãos é cometida por todos os envolvidos no conflito armado, inclusive guerrilheiros de esquerda, paramilitares de extrema direita e até membros das forças de segurança da Colômbia, de acordo com o CSW.

Fonte: Portas Abertas