Representantes de igrejas luteranas da América Latina e do Caribe presentes nas comemorações dos 60 anos da Federação Luterana Mundial (FLM) disseram que estão no caminho de encontrar formas, relações e processos que encarnem a expressão de ser igreja em comunhão.

“A tarefa da comunhão requer expressões concretas e visíveis”, disse o bispo Medardo Gómez, de El Salvador. A brecha profunda entre ricos e pobres, a multiplicidade de contextos – idiomas, culturas, etnias, espiritualidades – , a identificação de agendas que abarquem a necessidade de todos os membros, o discernimento sobre temas éticos são “realidades que nos questionam e nos desafiam como corpo de Cristo”, frisou o pastor Ángel Furlán, da Argentina.

O ministério ordenado compartilhado e a inclusão da liderança de mulheres abriram perspectivas de profunda riqueza e significado para as igrejas. Agora, luteranos e luteranas são desafiados a trabalhar nas igrejas temas como família, matrimônio e sexualidade humana.

“Principalmente a questão da homossexualidade é um tema muito sensível, mas estamos de acordo com as orientações para o processo e o diálogo, fornecidos por um grupo de trabalho neste encontro” em Lund, disseram representantes latino-americanos e caribenhos.

A FLM também prepara as festividades para a comemoração, em 2017, dos 500 anos da proclamação das 95 teses, de Martín Lutero. O pastor Walter Altmann, do Brasil, enfatizou a importância de festejar este acontecimento em conjunto com outras igrejas originárias da Reforma, inclusive expressões pentecostais que se identificam com a promulgação das teses.

A Federação Luterana Mundial completa 60 anos de existência. Ela foi fundada na cidade universitária de Lund, na Suécia, em 1947.

Fonte: ALC